ORAÇÃO MARIANA

Papa no Angelus: ‘Jesus sacia nossa sede espiritual’

Jesus “é a resposta de Deus à nossa sede”. Foi o que disse o Papa Leão XIV durante o Angelus na Praça de São Pedro neste 3º Domingo da Quaresma

Da redação, com Reuters

Da janela do apartamento apostólico, o Santao Padre celebrou o Angelus deste domingo, 8 / Foto: Vatican Media­Handout via Reuters

No domingo, o Papa Leão XIV refletiu sobre o Evangelho da samaritana junto ao poço, destacando como Jesus responde à sede espiritual humana e chama os fiéis ao discipulado autêntico.

Durante a oração do Angelus na Praça de São Pedro, no terceiro domingo da Quaresma, o Bispo de Roma disse: “O encontro com Jesus desperta no íntimo de cada pessoa uma fonte de água que jorra para a vida eterna”.

No Evangelho também está escrito que “chegaram os seus discípulos e ficaram admirados de Ele [Jesus] estar a falar com uma mulher”. Sentem tanta dificuldade em aceitar a própria missão que o Mestre precisa desafiá-los: “Não dizeis vós: ‘Mais quatro meses e vem a ceifa’? Pois Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que estão dourados para a ceifa”. O Senhor diz também à sua Igreja: “Levanta os olhos e reconhece as surpresas de Deus!”.

Jesus está atento, disse o Papa. Segundo os costumes, Ele deveria simplesmente ignorar aquela mulher samaritana; mas, em vez disso, Jesus fala com ela, escuta-a, dá-lhe atenção, sem segundas intenções e sem desprezo.

“Quantas pessoas procuram na Igreja esta mesma delicadeza, esta disponibilidade! E como é belo quando perdemos a noção do tempo para dar atenção àqueles que encontramos, tal como são. Jesus chegava a esquecer-se de comer, de tal modo o alimentava a vontade de Deus chegar a todos em profundidade”.

Assim, a samaritana torna-se a primeira de muitas evangelizadoras, continuou o Papa. Por causa do seu testemunho, a partir da sua aldeia de desprezados e rejeitados, muitos vão ao encontro de Jesus e também neles brota a fé como água pura.

Daí a advertência: “Irmãs e irmãos, peçamos hoje a Maria, Mãe da Igreja, para podermos servir, com Jesus e como Jesus, a humanidade sedenta de verdade e justiça. Não é tempo de confrontos entre um templo e outro, entre o “nós” e os “outros”: os adoradores que Deus procura são homens e mulheres de paz, que O adoram em Espírito e verdade”.

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