Reportagem de Aline Campelo e Sanny Alves
Para muitos, essa verdade não está apenas nos números, está na própria vida. É o caso de Itajaci, ex-dependente de cocaína, que carrega no olhar a memória de um passado difícil. “Muitas vezes a droga aparece muito bem fantasiada. Com 26, 27 anos eu me envolvi com a cocaína e usei aí durante uns 10, 15 anos, mais ou menos. Não houve nada de lucro, foi só prejuízo”, testemunhou o aposentado da Abin, Itajaci Costa do Nascimento.
E o Idelmar conhece de perto o peso da dependência. O álcool foi prisão e sofrimento por anos, mas a história ganhou novo rumo na pastoral da sobriedade. “Foi descoberto um tumor na minha cabeça. Eu bebia remédio controlado e bebia a cachaça. Fiquei meses internado. Fiquei meses. Foi onde eu comecei a me reencontrar com Deus”, relembrou o recuperado da dependência de álcool, Idelmar Nunes Santana.
Conclusões da pesquisa mostram que a espiritualidade está associada à redução de pelo menos 13% no risco de dependência de álcool e outras drogas. Entre pessoas que cultivam práticas espirituais e exercitam a fé de forma constante, essa redução pode chegar a 18%.
O efeito é observado tanto na prevenção, ajudando a evitar o início do uso quanto na recuperação.
A ciência aponta caminhos, mas histórias como as de Itajaci e Idelmar mostram que a fé vai além, resgata, fortalece e devolve o sentido da vida. “Voltei a ser chamado de pai, voltei a ser chamado de meu amor. Eu, graças a Deus, encontrei nesse caminho essa coisa chamada misericórdia de Deus”, expressou Itajaci.
“É tudo na minha vida. Foi a maior alegria da minha família. É, bebida é só água agora”, completou Idelmar.




