Nossa equipe em São Paulo visitou uma comunidade de migrantes haitianos e viu que a animação era grande por lá.
Reportagem de Sidinei Fernandes e Leandro Iarussi
É dia de Brasil e elas estão por todo lado. Cada um faz sua parte. Verde e amarelo são as cores de uma nação que coloca no coração o escudo da única pentacampeã. “A gente vai ganhar de 2 a 0 hoje”, disse uma torcedora. “Eles estavam nervosos, agora vai melhorar. 3 a 1 pro Brasil”, rebateu outra. “Hoje vai ser 1 a 0”, palpitou a seguinte.
Nas ruas, a torcida brasileira segue confiante, mesmo depois do empate com o Marrocos na primeira rodada. Mas e com a bola no pé? Será que vamos voltar a sorrir? Todo mundo acredita. Mas antes da partida, os mais de 200 milhões de técnicos não perdem a chance de dar aquela cornetada.
“O Igor Thiago não tem como jogar na seleção, não tem como. Mal, mal, mal é para ele, colheita para ele”, comentou o lojista, Junior Rosário. “Ele tem que mudar urgentemente. Se não mudar não vai ter como. A gente tá fechado com ele, tem que mudar. Dez é a faixa. E o título é nosso. Vamos pra cima”, motivou o lojista Ruyter Santos.
E a esperança da torcida também tem nome. E qual jogador não pode faltar na partida de hoje para você? “O Endrick”. Que isso, gente? O Neymar está machucado, mas o Endrick está lá sentado no banco, está achando que ele está jogando em São Roque, é Copa do Mundo. Coloca o menino para jogar”, afirmou a atendente Vitória Marcondes.
Na história do futebol, o confronto já parou até uma guerra. Em 2004, Ronaldinho Gaúcho e companhia desembarcaram no Haiti para o chamado jogo da Paz. Placar final, 6 a 0 para o Brasil.
Na Copa do Mundo, as equipes se enfrentam pela primeira vez e se depender da torcida, o Brasil leva essa e de goleada. “Vale a fé, vale esperança. Vamos lá, Brasil”, concluiu a torcedora.




