Neste fim de semana, o Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade, em Caeté, na região metropolitana de Belo Horizonte, recebe a primeira edição da Rota do Queijo de Minas. O evento, que une fé e tradição, promete valorizar a cultura e os sabores do estado.
Reportagem de Léo Apolinário e Daniel Camargo
Portão aberto na Missão Paz em São Paulo para acolher migrantes de mais de 23 nacionalidades. Por aqui eles buscam vagas de emprego, apoio social, documentação e aprender o português.
Mas o clima por aqui é um pouco diferente. O jogo de daqui a pouco mexe muito com as emoções. A bola ainda nem rolou entre Brasil e Haiti. E a comunidade haitiana já está, digamos assim, com o coração dividido.
“Mas e se o Brasil ganhar do Haiti, não te deixa um pouquinho feliz?”, perguntou o repórter Sidinei.
E respondeu o seminarista, Myke Delva:“Sim, também porque sou migrante aqui no Brasil, então tem gente boa aqui, por isso também, serei muito, muito feliz também”.
Rivalidade à parte, o futebol une ainda mais as duas nações marcadas por relações históricas. “Hoje a gente tem certeza que Haiti vai ganhar. Vai ganhar”, disse o seminarista Sidinei questionou sobre a partida: “Quanto que vai ser o jogo?”
“Dois a zero pro Brasil”, confirmou a secretária paroquial, Edneide Galdino. “É. Quem vai fazer, quem vai fazer os gols?”, continuou ele. “Um do Endrick e outro, não sei. Os dois dele. Vamos lá”, apostou a mulher.
Mais de 120 mil haitianos vivem no Brasil, grande parte em São Paulo. E hoje eles decidiram acompanhar o jogo neste salão da Missão Paz. “E na hora do jogo, padre, qual camisa que o senhor vai vestir?”, questiona o repórter. “Então vai ser vai ser interessante porque tô pensando o seguinte, creio que para integrar nada melhor do que o primeiro tempo Brasil, porque Brasil somos brasileiros. E o segundo tempo para acolher a todos os migrantes, então vou estar vestindo a seleção haitiana”, sugeriu o diretor da Missão Paz, padre Irmani Borsatto.
Independente do resultado, a torcida aqui é em favor da unidade e da paz. “Este evento tem esta força capaz de juntar de forma fraterna migrantes, rostos, histórias tão diferentes que se cruzam. Espero que seja um momento realmente muito abençoado”, ressaltou.
“Eu amo muito a seleção brasileira, mas hoje para mim, é um dia de torcer pelo Haiti, então não tem como deixar atrás meu país”, concluiu o estudante Esteve Seide.




