Negociações são para avanços tecnológicos e ampliação de serviços
Em viagem à Índia, o presidente Lula articula acordos estratégicos para a exportação de minerais críticos e terras raras, insumos essenciais para a indústria de alta tecnologia. Na agenda internacional, o presidente também participou de uma cúpula sobre inteligência artificial e defendeu a criação de regras para as grandes empresas de tecnologia.
Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro
Lula participa de encontros com líderes mundiais e busca avançar em acordos para exportação de minerais críticos e terras raras. O Brasil detém a segunda maior reserva desses minerais no mundo, considerados estratégicos para a transição energética e para a indústria de alta tecnologia.
“A visita à Índia e posterior à Coreia é extremamente importante, pois nos permite uma aproximação com os principais polos de tecnologia do mundo. É a oportunidade de trazer resultados concretos pro Brasil, já que essa aproximação pode reduzir vulnerabilidades digitais e ampliar parcerias tecnológicas”, afirmou o profissional de relações internacionais, Lucas Portela.
Em um dos eventos, Lula fez duras críticas às empresas de tecnologia conhecidas como Big Techs. O governo brasileiro defende a adoção de regras para limitar o uso da inteligência artificial e dos algoritmos das redes sociais que influenciam o comportamento dos usuários, principalmente de crianças e adolescentes. Lula propôs a regulamentação dessas plataformas por uma entidade internacional como as Nações Unidas.
As declarações ocorreram no mesmo dia em que Lula se reuniu com o CEO do Google, Sundar Pichai. Em nota, o presidente informou que o encontro foi realizado a pedido do executivo. Segundo o governo, a empresa se comprometeu a ampliar investimentos no Brasil. “Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação. A regulamentação das chamadas big techs está ligada ao imperativo de salvaguardar os direitos humanos”, apontou o presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
O especialista em inteligência artificial avalia que a regulamentação é necessária, mas destaca que as regras não devem impedir o avanço tecnológico e nem a inovação. “Quando a gente regula demais uma coisa, a gente pode correr o risco de fazer com que você não consiga aproveitar todo aquele potencial”, concluiu o especialista em inteligência artificial, Rodrigo Fragola.




