CONTROLE

Casos de dengue caem mais de 70% no Brasil, saiba os motivos da queda

Prevenções e cuidados do dia a dia dos brasileiros muda aspecto do país

Depois de um período de alerta e milhões de registros nos últimos anos, os casos de dengue no país caíram 75%. Entenda as principais razões para essa redução.

Reportagem de Aline Imercio e Antonio Matos

 

Rosângela recebeu o diagnóstico de dengue no ano passado. “Comecei a sentir umas dores no corpo e o meu corpo começou a se coçar. Comecei a ficar com o corpo coçando.Quando eu fui olhar, estava todo vermelho”, contou a coordenadora de logística acadêmica, Rosângela Maria Nascimento. 

Em 2025, ano em que Rosângela ficou doente, o Brasil registrou alta no número de casos de dengue. Mas em 2026 o cenário começou a mudar. Até agora, o país soma pouco mais de 270.000 casos prováveis da doença. No mesmo período do ano passado, foram mais de 1 milhão, uma queda de cerca de 75%

Mesmo diante da redução dos casos de dengue, os especialistas concordam em um ponto. É preciso que a população continue com as ações de prevenção dentro de casa, como evitar o acúmulo de água parada e colocar telas nas janelas. Afinal, 80% dos focos do mosquito estão nas residências. 

“Nós estamos voltando a patamares que há mais de 10 anos a gente não tinha uma transmissão tão baixa de dengue no país. E a gente pode relacionar isso a vários fatores. Uma população que já foi extremamente exposta e do controle vetorial no Brasil em desenvolver ações mais robustas no enfrentamento”, afirmou a coordenadora geral de Vigilância de Arbovirose do Ministério da Saúde, Lívia Vinhal. 

E essas ações vão desde o método Wolbachia que impede o mosquito Aedes aegypti de transmitir a doença por meio do contato com uma bactéria, até o monitoramento contínuo ao longo de todo o ano.

“Em vez de ficar prevendo quando vai chover, optou-se pelo que? Montar uma estrutura para ficar o ano inteiro de olho quando pode ter um surto de dengue. E com isso a eficácia também foi muito maior”, apontou o infectologista, Daniel Kakitani. 

Para esta infectologista, as ações implementadas são importantes, mas podem não ser as principais responsáveis pela queda registrada até agora. “É uma questão de ciclo da doença mesmo. Ainda não vemos o impacto da vacinação, porque a quantidade de pessoas vacinadas é muito pequena no nosso país. A gente vê o impacto dessas medidas todas que devem ser feitas. Eu sou super a favor dessas medidas, não é de um ano pro outro, e sim com um tempo muito maior e a população em geral se proteger, isso para evitar que a gente tenha uma grande replicação do vetor”, explicou a infectologista e membro da SBI, Rosana Richtman.

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