CNBB

Bispos abordam formação de sacerdotes, ecumenismo, PNDH-3 e CEBs

Na coletiva desta sexta-feira, 7, finalizando a primeira semana de trabalhos da Assembleia da CNBB, em Brasília, os bispos abordaram alguns temas discutidos na plenária, nestes dias: a formação dos Presbíteros, ecumenismo, CEBs e PNDH-3. Falaram aos jornalistas o Arcebispo de Montes Claros (MG), Dom José Alberto Moura, o Bispo de Registro (SP), Dom José Luiz Bertanha e o Bispo de Santarém (PA), Dom Esmeraldo Barreto de Farias.

Dom Esmeraldo, em sua colocação destacou a formação dos Presbíteros. Ele recordou que o último documento sobre o assunto foi aprovado em 1995 pela Comissão para a Educação Católica e está vigorando até hoje. E o texto não foi atualizado ainda porque como se sabia que a Conferência de Aparecida teria um grande impacto na evangelização do Brasil, preferiu-se aguardar o documento de Aparecida para a reformulação das diretrizes.

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Na assembleia do ano passado as diretrizes foram aprovadas pelos bispos e enviadas para a Comissão para a Educação Católica que elogiou vários aspectos, como o destaque para os seminários como tempo de busca e descoberta de Cristo; a experiência do jovem em descobrir qual o chamado que Deus fez para sua vida; o destaque para a importância do conhecimento de Jesus Cristo como marca fundamental na vida do jovem, pois do contrário, como ele irá amar a Jesus, segui-lo e ser seu discípulo; a Santa Sé elogiou ainda o destaque feito ao Ano Sacerdotal, à importância da dimensão comunitária e a missionariedade dos padres e da Igreja, em geral, sugerida no Documento Aparecida.

Dom Esmeraldo destacou ainda que no texto das diretrizes se sugere uma maior atenção ao seminarista e sua história, com um acompanhamento personalizado. “Hoje se pede muito que o jovem tenha um bom discernimento, ele precisa ter clareza se é esse o caminho que Deus lhe chama”, enfatizou.

PNDH-3

Os bispos iniciaram hoje o estudo do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), com a primeira exposição sobre os fatos históricos do Programa, e de suas versões anteriores. Mas embora os bispos ainda não tenham começado o debate sobre o assunto, na coletiva, Dom Alberto disse que a posição da Igreja continua firme sobre o assunto. “A Igreja defende os direitos humanos, mas não baseado em interesses de grupos ou corporações, e nem por questões religiosas. Ela defende por questões humanas. O direito da pessoa precisa ser respeitado em sua individualidade, valores na defesa da verdade e da vida”, destacou.

As reflexões sobre o PNDH-3 continuam no próximo dia, mas ainda nao está confirmado se a CNBB irá se pronunciar ou não sobre o assunto.

Ecumenismo

Dom Alberto destacou que o interesse das diversas denominações cristãs em se unirem para a missão surgiu há anos, na Escócia. Aqui no Brasil essa união aconteceu a partir de 1903, e a Igreja Católica entrou no Movimento Ecumênico a partir do Concílio Vaticano II, “desde então temos tido um dinamismo muito grande nesse sentido”

O bispo explicou que apesar das diferenças, “não é possível ser cristão sem ser ecumênico, porque significa viver como Cristo pediu: ‘Que todos sejam um'”. “O movimento ecumênico nos aproxima mais dos outros, respeitando as diferencas e entrando em comunhão naquilo que é comum, como por exemplo, a Palavra de Deus, embora ela seja um pouco diferente, no mandamento do amor. Entramos no processo ecumênico para sermos fieis a Jesus e colocando em prática o que ele nos pede”.

E recordou que, este ano, o tema da Semana de Oração pelos Cristãos, celebrada na semana anterior ao Pentecostes, será “Vós sereis minhas testemunhas”.

CEBs

Dom José Luiz Bertanha recordou o encontro intereclesial das CEBs que aconteceu, o ano passado, em Porto Velho, Rondônia. O evento reuniu cerca de três mil pessoas de todo o Brasil para tratar do assunto ecologia e missão, com o tema “grito do chão desta grande Amazônia”.

O objetivo do tema foi chamar a atenção do país para a importância da Amazônia, uma terra cobiçada por causa de suas riquezas, o solo, com suas florestas, e água, com a grande quantidade de rios. O bispo destacou que hoje há uma exploração da floresta em favor do gado e do agronegócio, com plantações de trigo e soja e, que por outro lado, lá existe um povo que cultiva a cultura da grande Amazônia, e é com eles que as CEBs desenvolvem esse trabalho na região. “O nosso povo que está lá são os seringueiros, pescadores, indígenas, ribeirinhos e quilombolas, e as CEBs sao essas ‘aglomerações’ que buscam cultivar a dignidade da vida”.

E explicou que a esplanação feita sobre o assunto ontem, na assembleia, quis “avaliar a caminhada das CEBs, como comunidades de Igreja espalhadas pelo Brasil a fora” e enfatizou que hoje há muitos rostos das CEBs: “não há um único jeito de ser Igreja e sabemos que ela faz parte das estruturas, do jeito de caminhar da Igreja”.

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