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61ª AG CNBB

Vida consagrada, mártires e formação de religiosos são temas de coletiva

Bispos abordam diversos temas sensíveis à Igreja, como a vida consagrada, a importância da oração fraterna e a preocupação do Papa com os mártires

Thiago Coutinho
Enviado especial a Aparecida

Coletiva de imprensa desta quinta-feira, 18 / Foto: Daniel Xavier – CN

A 61ª Assembleia Geral da CNBB chega ao seu penúltimo dia. Na coletiva concedida à imprensa na manhã desta quinta-feira, 18, o episcopado brasileiro abordou os 90 anos do Colégio Pio Brasileiro — sediado em Roma e mantido pela CNBB.

Dom Ângelo Ademir Mezzari, bispo auxiliar de São Paulo e presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, foi o escolhido para falar sobre as sete décadas da Conferência dos Religiosos do Brasil. E Dom José Luiz Majella Delgado, arcebispo de Pouso Alegre (MG), apresentou os trabalhos da Comissão para a Causa dos Santos.

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Souza, segundo vice-presidente da CNBB, falou com detalhes sobre o colégio Pio Brasileiro, que recebe seminaristas brasileiros. Coordenado muitos anos pelos padres jesuítas, em 2013, a administração do colégio foi devolvida à CNBB. “O Colégio passou a formar não apenas seminaristas, mas padres que fazem mestrado e doutorado. É um espaço qualificado de formação de sacerdotes em Roma, especialmente nas universidades pontifícias”, detalhou.

Até o momento, 2200 estudantes já passaram pelo Pio Brasileiro, dos quais 172 se tornaram bispos e seis são cardeais.

Causa dos Santos

Dom Majella Delgado deu detalhes sobre a Comissão para a Causa dos Santos. “De 2017 a 2024, nossa comissão vem dando pequenos passos. Temos como objetivo orientar nossas dioceses nas causas que já tiveram início ou vão iniciar”, disse.

Segundo o prelado, a comissão quer acompanhar as causas que serão levadas ao Dicastério em Roma. “Como um cristão viveu seu batismo e suas virtudes. Para que esse cristão seja para nós um exemplo de santidade”, acrescentou.

Os novos mártires, de acordo com o bispo, têm suma importância à vida religiosa contemporânea. Tanto é assim, que o Papa Francisco resolveu documentar todos os mártires deste século. “O Papa quer fazer uma espécie de catálogo dos mártires. Por isso ele criou esta comissão que está chegando às comunidades e dioceses, que analisará quando alguém morreu defendendo a fé (…) Qualquer pessoa que derramou seu sangue em nome da fé também será contemplada”, reiterou o arcebispo de Pouso Alegre.

Os 70 anos da CRB

A Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil (CRB) tem uma história que remonta à colonização portuguesa. “A Conferência vem antes do Conselho Vaticano II. Celebrar seus 70 anos é fazer uma memória da história, da conferência, de consagrados, homens e mulheres, que viveram a experiência de fé”, disse Dom Ângelo Ademir.

A presença dos religiosos nos mais diversos aspectos da sociedade, segundo o sacerdote, também é algo muito importante e que deve ser reforçada. “Muitos religiosos, por vezes, devido às urgências e demandas, perdem aquela que é uma das características fundamentais da vida religiosa: a oração”, lamentou o bispo, e observou: “Rezemos, pois não podemos perder esta característica na vida fraterna”.

O Jubileu 2025 foi também destacado. “Esse convite à esperança vem de uma certa crise vocacional. Temos crescimento de novas comunidades. Por isso, esses 70 anos querem abrir esses novos caminhos. A vida religiosa tem futuro”, enfatizou Dom Ângelo.

A 61ª Assembleia Geral termina nesta sexta-feira, 19 de abril.

Fotos da cobertura da Canção Nova na 61ª Assembleia Geral da CNBB

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