Conheça o Projeto “Infância Tipo Um” pensado para ajudar família com crianças diagnosticadas com diabetes
Falamos agora da solidariedade que faz a diferença. Em meio aos desafios do diabetes tipo 1, histórias de união mostram que o apoio pode transformar vidas. É o projeto “Infância Tipo Um”, que tem ajudado famílias com informação e doações.
Reportagem de Isaque Valle e Messias Junqueira
Diabetes tipo 1, doença pouco conhecida, mas que traz impactos diretos na vida de milhares de pessoas. “O pâncreas para de funcionar de uma vez só, está associada a uma doença autoimune. É como se o organismo não conhecesse, reconhecesse o pâncreas como pertencente ao corpo, fosse lá e atacasse”, explicou a endocrinologista, Rejane Moreira.
Estimativas da Sociedade Brasileira de Diabetes indicam cerca de 600.000 casos no país, a maioria em jovens. “Ele é mais comum acontecer na criança, mas também pode acontecer no adulto”, falou ela.
O início precoce do tratamento é fundamental. Por isso é importante se atentar aos primeiros sintomas, especialmente nas crianças. “Tá bebendo muita água, fazendo muito xixi, que às vezes no início a família não observa, acha: ‘Ah, é calor e tá tudo bem’.Mas um está”, reforçou a especialista.
O diagnóstico traz impacto emocional para as famílias que veem a rotina a ser totalmente transformada. “Ela teve o diagnóstico em agosto de 2025. É recente o diagnóstico dela. Eu falo que desde o diagnóstico a gente não dorme a noite inteira”, contou a militar Larissa Duarte.
Em meio aos desafios impostos pelo diabetes tipo 1, a dor também pode dar lugar à união.
A história da Larissa mostra como o amor pode ir além da própria casa e também ajudar outras famílias.
Ela e a médica Rejane criaram o movimento ‘Infância Tipo Um’, iniciativa que ampara famílias que passam por essa situação. “Tentar trazer a eles um pouco mais de apoio e material, emocional, para mostrá-los que eles não estão sozinhos, existem outras famílias que vivem essa realidade.”, disse a mãe.
Uma das principais ações do movimento é a doação de sensores de alto custo. “Ele mede a glicose em tempo real, constantemente. Então, ele tá o tempo inteiro medindo a glicose e mandando a informação pro celular. O celular ele alerta a família. Se a família não vê na hora, ele apita. ‘Opa, tem alguma coisa acontecendo’. Acorda e vamos tomar conduta em cima disso”, constou a médica.
“As arrecadações que a gente faz para conseguir os sensores mensalmente é por meio de rifas, doações pontuais, quando a pessoa se solidariza com a causa e vai lá e compra um sensor e nos doa, ou então apadrinhamentos”, ressaltou Larissa.
Adrilene é a mãe da vitória e recebe auxílio do projeto. Além da diabetes, a adolescente apresenta outras condições de saúde. “A Vi é autista e tem uma doença rara nos olhos chamada cromatopsia. A cegueira da literalmente a cegueira das cores. Ela não enxerga cor, literalmente ela enxerga preto e branco”, afirmou a balconista, Adrilene Bueno.
Com o sensor, a melhora da qualidade de vida foi evidente. “Por conta do autismo. Foi mais ainda. Porque aí ela tinha crise, ela não deixava. Ela tem pânico de agulha. Então foi o sensor, foi a benção na vida da gente, porque aí não precisa mais ficar furando o dedinho”.
Diante das dificuldades e desafios, há uma palavra repleta de significado na vida dessas mães. “Eu me sinto grata e espero que Deus continue usando da gente para abençoar outras famílias”, expressou a idealizadora do projeto. “Entrega na mão de Deus que tudo se ajeita”, completou Adrilene.




