ENTREVISTA

Frei comenta Ano Jubilar e peregrinação da relíquia de São Francisco

São Francisco de Assis é um dos santos mais populares da Igreja. Morto há oito séculos na terra, mas vivo na eternidade, fundou uma espiritualidade que atravessa gerações e aponta para o centro da fé cristã – a pessoa de Jesus Cristo. O seguimento do Evangelho, a pobreza, a fraternidade e o amor à Criação são pilares destacados em especial nesse Ano Jubilar Franciscano, que faz memória dos 800 anos da morte do Pobrezinho de Assis. É esse o tema da entrevista de hoje com o frei Thiago da Silva Soares, OFM.

Sobre a indulgência plenária:

A indulgência plenária nesse ano jubilar pelos 800 anos da morte de São Francisco é concedida aos membros da Família Franciscana da Primeira, da Segunda e da Terceira Ordem Regular e Secular e dos institutos de vida consagrada, sociedades de vida apostólica e associações públicas ou privadas de fiéis, masculinas e femininas, que observam a Regra do santo, sejam inspiradas na sua espiritualidade ou de qualquer forma perpetuem o carisma franciscano.

Os fiéis também podem receber a indulgência plenária. Para isso, com o ânimo desapegado do pecado, é preciso visitar, em forma de peregrinação, qualquer igreja conventual franciscana, ou lugar de culto em qualquer parte do mundo dedicado a São Francisco ou a ele ligado por qualquer motivo. Ali, devem participar devotamente dos ritos jubilares ou permanecer por ao menos um período de tempo adequado em piedosas meditações, elevando a Deus suas orações e concluindo com o Pai-Nosso, o Credo e invocações a Virgem Maria, a São Francisco de Assis, a Santa Clara e a todos os santos da Família Franciscana.

Os anciãos, os enfermos e aqueles que deles cuidam, bem como todos os que, por motivo grave, estejam impossibilitados de sair de casa, poderão igualmente alcançar a indulgência plenária. Para isso, é necessário que haja o desapego de qualquer pecado; a intenção de cumprir, tão logo seja possível, as três condições habituais; e que se unam espiritualmente às celebrações jubilares, oferecendo a Deus as suas orações, as dores ou os sofrimentos da própria vida.

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