Frei Paulo Roberto Pereira, OFM, publicou mensagem na memória da fundadora das concepcionistas, que celebra jubileu de beatificação e canonização
Da Redação, com Franciscanos

Imagem de Santa Beatriz / Foto: Reprodução Franciscanos
A Família Franciscana faz memória nesta segunda-feira, 17 de agosto, de Santa Beatriz da Silva, fundadora da Ordem da Imaculada Conceição (OIC).
Em mensagem, o ministro provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, frei Paulo Roberto Pereira, destaca que, neste ano, completam-se 100 anos da beatificação e 50 anos da canonização da religiosa.
“O Ano Jubilar de Santa Beatriz reforça em nós o desejo de partilhar as heranças espirituais que ela soube cultivar e transmitir”, escreve o franciscano. Entre essas heranças, cita “o mais profundo amor à Imaculada Conceição da Virgem Maria; a identificação, o reconhecimento agradecido e a meditação constante a partir da Paixão de Jesus Cristo; e, sobretudo, o convite à fiel e devota adoração à Santíssima Eucaristia”.
A exemplo de Santa Beatriz, reconhecida por sua beleza luminosa, frei Paulo Roberto indica que as irmãs concepcionistas assumem o compromisso de tornar sua vida um facho de luz que dissolve a escuridão do medo e da indiferença. “Assim, a festa de Santa Beatriz se faz ocasião oportuna para, reverentemente, manifestar nossa gratidão por esse apostolado tão necessário, dom para a Igreja e para o mundo”, afirma.
“A intercessão de Santa Beatriz que, jubilosamente, hoje, celebramos, venha em socorro da nossa fragilidade, alimente nossa disponibilidade e sustente nosso peregrinar em direção à santidade. A Imaculada Virgem Maria nos ampare e nos faça fiéis ao Evangelho de seu filho Jesus”, conclui o religioso.
História de Santa Beatriz
Santa Beatriz viveu no século XV. Filha do governador de Ceuta (que à época encontrava-se sob o domínio de Portugal), foi enviada aos 20 anos para a Espanha, como dama de honra da rainha.
Movida pela inveja em relação à beleza de Santa Beatriz, a rainha a trancou dentro de um cofre para que morresse asfixiada. Uma invisível proteção de Nossa Senhora a salvou, e como gesto de agradecimento, a jovem aceitou sua vocação para a vida religiosa.
Santa Beatriz seguiu para Toledo, onde se recolheu no mosteiro das dominicanas, cujas religiosas viviam sob a regra cisterciense. Ela viveu neste convento por cerca de 30 anos, mas o Senhor a chamou para fundar uma outra congregação, que posteriormente veio a se tornar a Ordem da Imaculada Conceição (concepcionistas) — estreitamente ligadas aos franciscanos.
A religiosa faleceu em 9 de agosto de 1490. No momento de sua morte, seu rosto foi visto transfigurado por uma grande claridade, e uma estrela resplandecente permaneceu sobre sua cabeça até que ela expirasse. Santa Beatriz foi beatificada pelo Papa Pio XI, em 1926, e canonizada por São Paulo VI, em 1976.




