CISMA E EXCOMUNHÃO

Arquidiocese de Brasília divulga nota sobre padre ligado à FSSPX

Texto assinado pelo Cardeal Paulo Cezar Costa esclarece que o padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa é considerado cismático e excomungado

Da Redação, com Arquidiocese de Brasília

Catedral Nossa Senhora Aparecida, em Brasília (DF) / Foto: Rodrigo de Almeida Marfan via Wikimedia Commons

A Arquidiocese de Brasília (DF) divulgou uma nota sobre um padre vinculado à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) nesta sexta-feira, 10.

Na nota, o Cardeal Paulo Cezar Costa cita as ordenações episcopais realizadas pela FSSPX em Ecône (Suíça), no dia 1º de julho, sem mandato pontifício. Por conta deste fato, o Dicastério para a Doutrina da Fé publicou um decreto e uma nota explicativa, nos quais confirmam o cisma e a excomunhão dos padres e fiéis ligados à FSSPX.

Diante disso, a nota da Arquidiocese de Brasília esclarece que a situação do padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, que desde 5 de abril do ano passado considera-se “aderente” à FSSPX, é de cisma e excomunhão. Assim, os atos ministeriais do sacerdote realizados a partir da excomunhão são considerados “ilícitos” e a absolvição administrada no sacramento da Penitência e os matrimônios assistidos por ele são considerados “nulos, inválidos”.

Exortação aos fiéis

O Cardeal Costa também esclarece que os fiéis leigos que aderem formalmente à FSSPX, “compartilhando suas razões de ruptura, suas opções e sua rejeição prática da submissão ao Romano Pontífice e aos Bispos em comunhão com ele, e que frequentam regularmente ou exclusivamente as atividades vinculadas à Fraternidade”, também são considerados cismáticos e excomungados.

“As celebrações, atividades pastorais, iniciativas de formação ou demais atos promovidos na denominada ‘Capela Santo Atanásio’”, acrescenta a nota, “são considerados irregulares por não se exercerem em comunhão com o Romano Pontífice nem com o Arcebispo Metropolitano de Brasília, e devem ser terminantemente evitadas pelos fiéis, em razão do grave risco de gradual aderência ao mesmo cisma e excomunhão”.

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Na conclusão da nota, o arcebispo exorta os fiéis a conservarem e progredirem na comunhão com o Papa, “pois a unidade e a comunhão com a Igreja manifestam-se, inseparavelmente, pela profissão da mesma Fé, pela celebração dos mesmos Sacramentos e pela submissão aos legítimos Pastores”, a “aderirem ao Magistério vivo da Igreja como expressão da verdadeira fidelidade à Tradição da mesma Igreja, e a evitarem quaisquer contextos ou ambientes em que se proponha, implícita ou explicitamente, a ruptura prática da unidade e da comunhão como condição para uma, assim defendida, ‘fidelidade mais perfeita à Igreja’”.

.: Confira a nota da Arquidiocese de Brasília na íntegra

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