Sacerdote da Canção Nova pregou sobre o princípio da oração ao ritmo da vida, mencionando os exemplos de São Josemaria Escrivá e Padre Jonas Abib
Gabriel Fontana
Da Redação

Padre Renné Viana partilhou ensinamentos do Padre Jonas Abib durante sua pregação / Foto: Reprodução TV Cançaõ Nova
Na segunda pregação do PHN 2026 neste sábado, 11, o padre Renné Viana, da Canção Nova, pregou sobre um dos tesouros que marcam a espiritualidade da comunidade: a oração ao ritmo da vida.
No Centro de Evangelização, o sacerdote citou a passagem em que Jesus escolheu os doze apóstolos comparando os relatos de dois evangelistas. No Evangelho de São Lucas (Lc 6,12-16), destacou o registro de que Jesus havia subido ao monte para rezar, passando a noite em oração.
“Para você estar sentado nesta cadeira branca, dentro deste Centro de Evangelização, Jesus rogou ao Pai para que você pudesse estar aqui. Você é um escolhido para estar aqui”, afirmou padre Renné.
Apaixonar-se por Jesus
Em seguida, citou o Evangelho de São Marcos (Mc 3,13-19), que relata a escolha de Jesus “para que ficassem com ele e para que os enviasse a anunciar a Boa Nova”. Segundo o sacerdote, este trecho pode parecer contraditório, pois uma pessoa não é capaz de permanecer em um lugar e ir a outro ao mesmo tempo.
Para explicar essa passagem, o pregador recorreu aos ensinamentos do Papa Bento XVI. Em Jesus de Nazaré, Ratzinger detalha que os apóstolos precisaram “aprender a viver com ele de tal modo que possam estar continuamente com ele, inclusive quando forem até os confins da terra”.
“Eu pertenço tanto a ele”, comentou padre Renné, “que, aonde eu for, levo ele junto comigo”. Neste contexto, citou o exemplo de alguém apaixonado, que faz loucuras por quem ama e pensa na pessoa amada durante o dia inteiro.
O que Jesus queria ensinar aos apóstolos, portanto, é que eles fossem apaixonados por ele a ponto de, onde vocês estiverem, estejam pensando nele, que é o Senhor. “Antes de você falar de Jesus, você precisa se apaixonar por ele”, ressaltou o sacerdote.
Pés na terra, coração no céu

São Josemaria Escrivá é conhecido como o “santo do cotidiano” / Foto: Reprodução TV Canção Nova
Padre Renné apontou que, quando Deus quer falar algo à Igreja, levanta um santo para mostrar sua vontade a essa geração. Diante disso, mencionou São Josemaria Escrivá, que ficou conhecido como o “santo do dia a dia”.
“É possível ser santo nas coisas cotidianas da nossa vida”, frisou o pregador. “A vida de São Josemaria Escrivá é a vida de uma pessoa que constrange”, acrescentou, pois a simplicidade do santo é constrangedora.
A santificação do trabalho e da vida se dá unindo o próprio coração ao Coração de Jesus, indicou padre Renné. “A santidade é para todos nós, não é obra exclusiva de alguns”, sublinhou. Desta forma, o coração do cristão deve estar ancorado no céu, cheio de anseio pela eternidade pela presença de Deus.
“Os seus pés precisam estar no chão dessa terra, mas o seu coração precisa estar no céu, porque é lá a meta de todo jovem que quer viver o PHN”, prosseguiu o sacerdote. “Não é o que nós fazemos, é o amor que nós colocamos naquilo que nós fazemos que nos transforma em santos”, ressaltou.
Oração ao ritmo da vida
Aproximando-se do fim de sua fala, o pregador recordou o Padre Jonas Abib. Ele partilhou como o fundador da Canção Nova também ensinou seus filhos espirituais e assumirem uma atitude orante, que perpassa todo o dia e todas as atividades, brotando de forma espontânea.
“Tudo o que nós fazemos na nossa vida, nós podemos unir a Jesus Cristo”, insistiu padre Renné. Essa é a condição para a santidade; caso contrário, de nada servem as práticas espirituais que o fiel realiza ao longo da vida.
“Não adianta rezar de madrugada se ao longo do dia você é um pagão que esqueceu de Jesus”, alertou o sacerdote. “Você precisa ter a coragem de assumir o seu lugar, a postura de santidade que te pertence, no cotidiano da sua vida”, exortou.




