Eleição na Canção Nova

Espírito de serviço deve ser principal critério no processo eletivo, diz cônego

Em reflexão na 16ª Assembleia Geral, cônego Carlos Antônio da Silva destacou dimensão eclesial da comunidade no dia em que tem início a eleição do Conselho Geral

Júlia Beck
Enviada a Lavrinhas (SP)

Momento de plenária na 16ª Assembleia Geral da Canção Nova / Foto: Comunicação Institucional Canção Nova

A eleição do Conselho Geral de uma comunidade vai além de um processo administrativo: trata-se de um momento de escuta, discernimento e compromisso com a missão da Igreja. Essa é a reflexão proposta pelo presidente do Tribunal Eclesiástico de Aparecida (SP) e professor de Teologia e Direito Canônico, cônego Carlos Antônio da Silva, responsável pela meditação da manhã desta sexta-feira, 1º, durante a 16ª Assembleia Geral da Comunidade Canção Nova.

O dia marca o início da eleição dos membros do novo Conselho Geral: presidente, vice-presidente, formador geral, secretário geral, ecônomo geral, membro sacerdote encarregado dos clérigos, membro casado responsável pelos casais, membro celibatário responsável pelos celibatários, além de dois conselheiros gerais.

Segundo o cônego, o Conselho Geral exerce uma função essencial de governo dentro da comunidade, atuando como instância de apoio, incentivo e orientação para que a missão seja plenamente vivida. “O conselho tem a responsabilidade de auxiliar na realização da missão da comunidade, que está inserida na missão maior da própria Igreja”, explica.

Missão que nasce do Ressuscitado

O sacerdote recorda que a missão da Igreja não é isolada, mas está diretamente ligada ao anúncio do Reino de Deus confiado por Cristo. Nesse contexto, cada grupo, comunidade ou associação participa dessa responsabilidade comum, oferecendo seu carisma específico.

“É o Reino de Deus que conta com a Igreja como instrumento vivo. Cada associação tem um dom próprio, uma vocação que contribui para o crescimento desse Reino”, explica. Ele ressalta que essa participação é, ao mesmo tempo, comunitária e pessoal, já que cada membro também é chamado a colaborar ativamente na missão.

Discernimento e comunhão

Ao abordar diretamente o tema da assembleia, o sacerdote enfatiza que o processo eleitoral deve ser vivido como um verdadeiro espaço espiritual. “A eleição deve ser um momento de escuta da Palavra de Deus e de discernimento das pessoas mais adequadas para assumir essa responsabilidade por um tempo”, afirma.

Segundo ele, esse discernimento deve considerar não apenas as capacidades individuais, mas também o papel que cada eleito poderá desempenhar dentro da dinâmica da comunidade e da Igreja.

O cônego Carlos Antônio frisou ainda que o Conselho Geral deve atuar sempre em unidade com a Igreja, em comunhão com dioceses, comunidades e diversas realidades espalhadas pelo país. “Trata-se de um trabalho que é maior do que a pessoa e maior do que o próprio grupo. É participação na missão de Cristo, realizada em conjunto, onde cada um contribui com a sua parte”, pontua.
Serviço como critério fundamental

Por fim, ele destaca que o espírito de serviço deve ser o principal critério no processo eletivo. Isso implica olhar, antes de tudo, para as necessidades concretas da missão e buscar formas efetivas de colaboração.
“É preciso perceber as necessidades reais e identificar no que se pode contribuir, somando forças e estabelecendo vínculos. O trabalho eclesial é sempre conjunto, construído na comunhão”.

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