Durante sua reflexão antes da oração do Regina Caeli neste domingo, 12, Leão XIV sublinhou a importância da participação dos fiéis na celebração eucarística
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV durante a oração do Regina Caeli neste domingo, 12 / Foto: Vatican Media/IPA/Sipa USA via Reuters
Às vésperas de sua viagem apostólica para a África, o Papa Leão XIV rezou o Regina Caeli diante dos fiéis reunidos na Praça São Pedro neste domingo, 12. Antes da oração, o Pontífice refletiu sobre o Evangelho do dia (Jo 20,19-31), que narra o encontro entre Jesus e Tomé após a Ressurreição.
Durante este momento, o Senhor convida o apóstolo a olhar os sinais dos pregos e pôr a mão na ferida em seu lado. Essa passagem ilustra a dificuldade que os homens têm em acreditar e apresenta como encontrar e reconhecer a Jesus — diante de todos, com a comunidade reunida, é possível reconhecê-lo pelos sinais do seu sacrifício.
“É claro que nem sempre é fácil acreditar”, expressou o Santo Padre. “Por isso, no ‘oitavo dia’, isto é, todos os domingos, a Igreja convida-nos a fazer como os primeiros discípulos: a nos reunirmos e a celebrarmos juntos a Eucaristia”, acrescentou.
Durante esse encontro, os fiéis ouvem as palavras de Jesus, rezam, professam a fé, partilham os dons de Deus na caridade, oferecem a vida em união com o sacrifício de Cristo e alimentam-se do seu Corpo e do seu Sangue. Desta forma, tornam-se posteriormente testemunhas da Ressurreição.
Fidelidade à Eucaristia
“A Eucaristia dominical é indispensável para a vida cristã”, salientou Leão XIV. Ele apontou o testemunho deixado pelos mártires dos primeiros séculos, que, diante da oferta de terem a vida poupada desde que renunciassem à celebração da Eucaristia, responderam que não poderiam viver sem celebrar o Dia do Senhor.
“É através da Eucaristia que também as nossas mãos se tornam ‘mãos do Ressuscitado’ – testemunhas da sua presença, da sua misericórdia, da sua paz – nos sinais do trabalho, dos sacrifícios, da doença, do passar dos anos, que frequentemente nelas ficam gravados, tal como na ternura de uma carícia, de um aperto de mão, de um gesto de caridade”, declarou o Papa.
Ao final de sua reflexão, o Pontífice sinalizou que, diante da necessidade que o mundo tem de paz, isso compromete os cristãos a serem assíduos e fiéis ao encontro eucarístico com o Ressuscitado, para daí partirem como testemunhas de caridade e portadores da reconciliação. “Que nos ajude a fazê-lo a Virgem Maria, bem-aventurada porque foi a primeira que acreditou sem ver”, concluiu o Santo Padre.




