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Papa: na Igreja, profecia de paz e unidade, há lugar para todos

Leão XIV refletiu sobre a origem e a constituição do Povo de Deus, fundamentado na fé em Cristo e reunido para proclamar o Evangelho

Da Redação, com Vatican News

A imagem ilustra o Papa Leão XIV, com suas habituais vestes pontifícias, olhando para o alto.

Papa Leão XIV na Audiência Geral desta quarta-feira, 11 / Foto: REUTERS/Yara Nardi

Na Audiência Geral desta quarta-feira, 11, o Papa Leão XIV destacou que, na Igreja, há e deve haver lugar para todos. O Pontífice prosseguiu com o ciclo de catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II, refletindo sobre o segundo capítulo da constituição dogmática Lumen Gentium, dedicado ao Povo de Deus.

O Santo Padre recordou que Deus realiza a Sua obra de salvação escolhendo um povo específico e habitando em meio a ele. Após firmar Sua aliança com Abraão e sua descendência, a identidade deste povo é dada pela ação de Deus e pela fé Nele. “São chamados a tornar-se luz para as outras nações, como um farol que atrairá todos os povos, toda a humanidade”, afirmou.

Leão XIV observou que, segundo o Concílio Vaticano II, estas coisas aconteceram como preparação da nova e perfeita Aliança que havia de ser estabelecida em Jesus. “É, de fato, Cristo que, no dom do seu Corpo e Sangue, reúne definitivamente este povo em si. Agora, é composto por pessoas de todas as nações; é unificado pela fé n’Ele, pela adesão a Ele, por viver a sua própria vida animada pelo Espírito do Ressuscitado”, frisou.

“Esta é a Igreja”, prosseguiu o Papa, “o povo de Deus que extrai a sua existência do corpo de Cristo e que é ele próprio o corpo de Cristo”. Não se trata de um povo como os outros: é o povo de Deus, chamado por Ele e composto por indivíduos de todos os povos da terra. “O seu princípio unificador não é uma língua, uma cultura, uma etnia, mas a fé em Cristo”, salientou o Pontífice.

Guiados por Cristo

Por esse motivo, o povo de Deus é um povo messiânico, pois seu guia é Cristo. Os seus membros não ostentam qualquer mérito, mas o dom de serem, em Jesus e por meio de Jesus, filhos de Deus. “Antes de qualquer tarefa ou função, portanto, o que realmente importa na Igreja é ser enxertado em Cristo, ser filho de Deus pela graça. Este é também o único título honorífico que deveríamos procurar como cristãos”, sinalizou o Pontífice.

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Segundo o Santo Padre, os fiéis estão na Igreja para receber continuamente a vida do Pai e viver como seus filhos e irmãos uns dos outros. “Consequentemente, a lei que anima as relações na Igreja é o amor, tal como o recebemos e o experimentamos em Jesus”, explicou Leão XIV, “e o seu objetivo é o Reino de Deus, para o qual a Igreja caminha juntamente com toda a humanidade”.

“Unificada em Cristo, Senhor e Salvador de todo o homem e mulher”, prosseguiu, “a Igreja nunca poderá fechar-se sobre si mesma, mas estará aberta a todos e para todos”. O Papa pontuou que mesmo os que ainda não receberam o Evangelho estão, de algum modo, orientados para o Povo de Deus. “A Igreja, cooperando na missão de Cristo, é chamada a difundir o Evangelho por toda a parte e a todos, para que todos possam entrar em contato com Cristo”, ressaltou.

Sinal de esperança

Precisamente por isso que, na Igreja, há e deve haver lugar para todos. Todo cristão é chamado a anunciar o Evangelho e dar testemunho em todos os ambientes em que vive e trabalha, comentou o Pontífice, de forma a acolher as riquezas das diferentes culturas e, ao mesmo tempo, oferecer-lhes a novidade do Evangelho para as purificar e elevar.

“É um grande sinal de esperança – sobretudo nos nossos dias, marcados por tantos conflitos e guerras – saber que a Igreja é um povo no qual, em virtude da fé, coexistem mulheres e homens de diferentes nacionalidades, línguas ou culturas: é um sinal colocado no próprio coração da humanidade, uma recordação e profecia daquela unidade e paz para as quais Deus Pai chama todos os seus filhos”, concluiu o Santo Padre.

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