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Quinta-feira, 19 de novembro de 2009, 14h32

Papa destaca "função insubstituível" das universidades católicas


Da Redação, com Rádio Vaticano


O Papa Bento XVI destacou hoje, 19, a "função insubstituível" das universidades católicas "na Igreja e na sociedade" ao receber os participantes da Assembleia Geral da Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC).

O Santo Padre recordou que o Concílio Vaticano II já havia encorajado as universidades católicas a "aprofundar os vários campos das ciências sagradas", e isso para "conhecer cada vez mais profundamente a Revelação, explorar o tesouro da sabedoria cristã, favorecer o diálogo ecumênico e interreligioso", para dar respostas aos “problemas que emergem no âmbito cultural”.

Em sua mensagem, o Papa afirmou que é necessário abrir-se à sabedoria que vem do Evangelho em uma sociedade onde o conhecimento se torna sempre mais especializado e setorial. "O homem é incapaz de compreender plenamente si mesmo e o mundo sem Jesus Cristo. Só Ele ilumina a sua verdadeira dignidade, a sua vocação, o seu destino último, abrindo o coração a uma esperança sólida e duradoura".

A Declaração "Gravissimum educationis" recomendava que se criassem Universidades Católicas nas diversas regiões do mundo, assegurando-lhes bom nível qualitativo para “formar pessoas versadas no saber, prontas a testemunharem a sua fé no mundo, desempenhando tarefas de responsabilidade na sociedade”.

Por sua vez a Constituição apostólica "Sapientia christiana" (1989) sublinhava "a urgência, sempre atual, de superar a divisão existente entre fé e cultura, convidando a um maior empenho na evangelização, na firme convicção de que a Revelação cristã é uma força transformante, destinada a permear os modos de pensar, os critérios de juízo, as normas de ação”.

"Ponto central do ensino e da investigação" das Universidades Católicas, "horizonte clarificador da natureza e das finalidades de cada Faculdade eclesiástica" é a certeza de que a Revelação divina é capaz de "iluminar, purificar e renovar os costumes dos homens e as suas culturas”. Há que encorajar, portanto, “os contatos dos diversos campos do saber, em vista de um diálogo frutuoso, sobretudo para oferecer um precioso contributo à missão que a Igreja está chamada a desempenhar no mundo".

O Santo Padre acrescentou que os anos dos estudos superiores, podem "ser comparados à experiência que os Apóstolos viveram com Jesus: com Ele, aprenderam a verdade para se tornarem anunciadores".

Ao mesmo tempo, é importante recordar que o estudo das ciências sagradas nunca deve ser separado da oração, da união com Deus, da contemplação; do contrário, as reflexões sobre os mistérios divinos correm o risco de se tornar um vão exercício intelectual.

O Papa destacou também a importância do diálogo com a cultura laica, com as diversas metodologias científicas e com os diferentes campos do saber.

Quanto à realidade acadêmica católica, Bento XVI recordou que hoje no mundo existem mais de 1.300 universidades católicas e cerca de 400 faculdades eclesiásticas, que testemunham a crescente atenção que a Igreja dispensa à formação dos eclesiásticos e dos leigos e à cultura e à pesquisa.

A Assembleia Geral da Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC) recorda os 60 anos do reconhecimento, por parte da Santa Sé, do estatuto do FIUC e os 30 anos da publicação da Constituição Apostólica “Sapientia christiana” (de João Paulo II), sobre as Universidades Católicas.

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