CONFLITO NO IRÃ

Protestos no Irã: taxa de mortos chega a 2 mil pessoas

De acordo com um grupo de defesa dos direitos humanos estadunidense, além das 2 mil mortes confirmadas, há outros 779 casos em análise

Da redação, com Reuters

Protestos no Irã já levaram a dois mil mortos / Foto: Reprodução Reuters

O grupo Ativistas de Direitos Humanos no Irã (HRANA), com sede nos Estados Unidos, afirmou nesta terça-feira, 13, ter verificado a morte de mais de 2 mil pessoas durante os protestos no Irã, incluindo 1.850 manifestantes, 135 indivíduos ligados ao governo, nove menores de 18 anos e nove civis que não participavam dos protestos.

A vice-diretora do HRANA, Skylar Thompson, disse que o grupo tinha outros 779 casos em análise e que o número de mortes confirmadas era “extraordinariamente alto”. Thompson afirmou que o HRANA se baseou em uma rede de longa data de fontes primárias no país para confirmar as mortes, mesmo com as autoridades iranianas impondo um bloqueio de comunicações quase total.

“Nos últimos dias, enfrentamos um bloqueio de internet sem precedentes”, disse Thompson, acrescentando que o corte dos serviços de telefonia móvel, fixa e internet reduziu drasticamente o fluxo de informações e atrasou a verificação das vítimas.

Apesar de semanas de agitação em todo o país e anos de pressão externa, não há sinais claros de fissuras na elite de segurança do Irã que possam ameaçar a sobrevivência da República Islâmica, de acordo com dois diplomatas, duas fontes governamentais regionais e dois analistas.

A pressão sobre os líderes religiosos do Irã se intensificou à medida que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou repetidamente com ação militar devido à repressão de Teerã aos protestos, que eclodiram após os ataques aéreos israelenses e americanos no ano passado contra o programa nuclear iraniano e altos funcionários. Em resposta à Reuters, um funcionário da Casa Branca disse que “todas as opções” permanecem em aberto.

Ajuda estadunidense

Na terça-feira, Trump insistiu que os manifestantes iranianos a tomarem o controle das instituições e disse que “a ajuda está a caminho”, ao mesmo tempo em que anunciou o cancelamento de reuniões com autoridades iranianas. Trump também ameaçou impor tarifas a países que comercializam com o Irã, incluindo a China, o maior parceiro comercial de Teerã.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, discutiram a possibilidade de intervenção dos EUA no Irã durante um telefonema no sábado, 10, segundo uma fonte israelense com conhecimento direto da conversa.

A menos que protestos de rua contínuos e pressão estrangeira provoquem deserções nos mais altos escalões do poder, o establishment iraniano, embora enfraquecido, provavelmente resistirá, disseram as fontes.

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