As informações sobre a situação estão sendo dificultadas por conta de um bloqueio na internet; grupo de direitos humanos estima que 572 morreram no conflito
Da redação, com Reuters

Veículos em chamas durante protestos no Irã / Foto: Reprodução Reuters
Líderes do Irã têm enfrentado manifestações em todo o país, que evoluíram de queixas sobre dificuldades econômicas para pedidos pela queda do regime clerical estabelecido.
O fluxo de informações da República Islâmica tem sido prejudicado por um bloqueio da internet desde quinta-feira, 8.
Após dias de bloqueio da internet, algumas restrições foram suspensas na segunda-feira, 12, permitindo que veículos de comunicação finalmente transmitissem imagens dos manifestantes antigoverno, filmadas quatro dias antes.
Os vídeos da capital, Teerã, mostram manifestantes reunidos perto da Praça Hafte Tir, enquanto se ouve o som de tiros contínuos ao fundo.
O grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos, afirmou ter verificado a morte de 572 pessoas. A Reuters não conseguiu verificar os números de forma independente.
O Irã não divulgou um número oficial de mortos, mas atribui o derramamento de sangue à interferência estadunidense e ao que chama de terroristas apoiados por Israel e pelos Estados Unidos.




