O Arcebispo Gabriele Caccia, Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, enfatiza a importância de um diálogo construtivo em torno da paz
Da redação, com Vatican News

Arcebispo Gabriele Caccia / Foto: Reprodução Youtube
O Arcebispo Gabriele Caccia, Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, discursou nesta segunda-feira, 19, no Comitê Preparatório da Conferência das Nações Unidas sobre a Prevenção e a Repressão de Crimes contra a Humanidade.
Em seu discurso, o Arcebispo Caccia enfatizou que “as violações da santidade da vida humana persistem e, em muitos contextos, parecem estar aumentando”.
“A contínua ausência de respostas coletivas eficazes não é sem consequências: crianças, mulheres e membros de minorias étnicas e religiosas continuam a sofrer perseguição, violência e morte, de maneiras que ferem profundamente a dignidade humana e a consciência moral da humanidade”, afirmou.
Nesse contexto, a Santa Sé acolhe com satisfação o trabalho do Comitê Preparatório e aprecia a oportunidade que ele oferece para lidar com um dos desafios mais significativos que a humanidade enfrenta.
Segundo o arcebispo, a questão principal não é o reconhecimento desses crimes, mas “o desenvolvimento de medidas eficazes para prevenir sua prática e garantir a responsabilização quando ocorrerem”.
É consenso que os crimes de guerra são proibidos pelo direito internacional consuetudinário e que qualquer futuro quadro internacional deve basear-se no próprio direito internacional e incluir salvaguardas adequadas para as vítimas e testemunhas.
Um diálogo construtivo conduzindo a uma resposta eficaz
Como observou o Papa Leão XIV, “Para dialogar, é necessário haver concordância quanto às palavras e aos conceitos utilizados. Redescobrir o significado das palavras é talvez um dos principais desafios do nosso tempo.”
Ao mesmo tempo, o Arcebispo Caccia observou que “a cooperação internacional desempenha um papel fundamental, tanto para abordar as dimensões transnacionais de tais crimes quanto para apoiar os Estados que não têm capacidade para cumprir eficazmente as suas obrigações.”
O Observador Permanente da Santa Sé junto à ONU afirmou que “essa cooperação deve fortalecer, e não enfraquecer, os princípios da complementaridade, do devido processo legal e do pleno respeito pelos direitos humanos fundamentais.”
O foco principal deve permanecer nas vítimas, pois “precisamos garantir que as suas vozes sejam ouvidas e a sua dignidade respeitada, assegurando, ao mesmo tempo, procedimentos justos e o pleno respeito pelos direitos humanos fundamentais”, acrescentou.
Em conclusão, o Arcebispo Caccia enfatizou que a Santa Sé espera um diálogo construtivo que conduza a uma resposta eficaz e duradoura aos crimes contra a humanidade.
