Observador permanente da Santa Sé junto à ONU em Genebra discursou em evento comemorativo ao Dia Mundial da Síndrome de Down
Da Redação, com Vatican News

Foto: Canva
Neste sábado, 21, é celebrado o Dia Mundial da Síndrome de Down. Em comemoração à data, um evento foi realizado pela Fundação Jérôme Lejeune, em colaboração com o Comitê da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CRPD), em Genebra (Suíça) na quinta-feira, 19.
O encontro contou com a participação do observador Permanente da Santa Sé junto ao Escritório das Nações Unidas em Genebra, Dom Ettore Balestrero, que fez o discurso de abertura. Nele, destacou que as pessoas com síndrome de Down são mais do que um diagnóstico e possuem dignidade inerente e valor sagrado, intencional e amorosamente conferidos pelo Criador desde o primeiro momento da concepção.
O arcebispo ressaltou que todos devem ter os mesmos direitos fundamentais e que a identidade genética não torna ninguém “mais ou menos humano”. “As pessoas com síndrome de Down devem desfrutar plenamente de seus direitos humanos e participar de forma significativa em todos os aspectos da sociedade, (…) em todas as oportunidades de se desenvolver e florescer de maneira autêntica”, afirmou.
Valor da vida
O observador da Santa Sé também condenou práticas discriminatórias e eugênicas, como o rastreamento pré-natal e a interrupção seletiva de gestações de bebês diagnosticados com síndrome de Down, destacando que tais ações devem ser firmemente rejeitadas.
Dom Balestrero agradeceu ainda aos profissionais e instituições que dedicam cuidados contínuos às pessoas com síndrome de Down e suas famílias. Contudo, destacou que acima de tudo é preciso humanidade, para além de cuidados tecnicamente corretos. “Um sistema de cuidado e apoio pode ser operacionalmente perfeito, mas se for desprovido de coração, torna-se frio e impessoal. O coração também deve ser formado”, sublinhou.
Citando o Papa Leão XIV, o arcebispo reiterou que a qualidade da vida humana não depende das conquistas, mas do amor. O valor da vida não deve ser medido pela utilidade ou desempenho, mas pelo simples fato de ser humano — cuidado e amado por outros.
O observador da Santa Sé encerrou sua fala pedindo que os esforços coletivos continuem a construir uma cultura de vida e humanidade, na qual cada pessoa com síndrome de Down seja reconhecida como única e irrepetível, recebida com igual dignidade e respeito.




