A violência contra a mulher, infelizmente, ainda ocupa níveis alarmantes no Brasil. Em Belo Horizonte, um grupamento especializado na Proteção da Mulher promove ações específicas para zelar pelas vítimas e prevenir novos casos.
Reportagem de Vanessa Anício e Daniel Camargo
Projeto em Belo Horizonte visa prevenir violência contra a mulher com campanhas
O medo tem feito parte da rotina de muitas mulheres. ”Ainda mais na parte da noite, que é a pior hora pra mulher ficar sozinha na rua”, disse a cidadã. A gente olha assim pro lado para ver se tem alguma segurança, algum policiamento, aí quando vê fica mais seguro”, falou a moça.
Segundo o relatório, o retrato dos feminicídios no Brasil, publicado em março de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou 1568 feminicídios em 2025, o que representa um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Aproximadamente quatro mulheres são mortas por dia no Brasil apenas por sua condição de gênero.Uma realidade que preocupa e assusta. “Demais, principalmente porque eu tenho uma filha. Então todo momento a gente fica sem saber se está seguro ou não”, comentou a mãe.
“Eu acho que está todo mundo com sofrimento mental, só pode. Não é normal, porque isso não é amor”, expressou a mulher.
Diante desse cenário, iniciativas de proteção têm ganhado força. Em Belo Horizonte, o Grupamento Especializado de Proteção à Mulher da Guarda Civil Municipal completa 3 anos de atuação. Só este ano, 174 mulheres já foram atendidas. Em 2025, esse número cresceu de forma significativa, reflexo de uma procura cada vez maior por atendimento especializado.
“Elas têm buscado ajuda justamente pelo medo mesmo de morrer, de sofrer novas violências. Então é motivo pelo qual é importante as campanhas educativas de divulgação sobre o que é violência e as campanhas de prevenção”, declarou a coordenadora do GEPAM, Aline Oliveira dos Santos.
Atuando 24 horas por dia, o GEPAN oferece apoio direto às mulheres em situação de violência e reforça a rede de proteção na capital. “Nós vamos atuar como segunda resposta, fazendo o contato posterior, infelizmente, à situação de violência, mas para ofertar para ela um acolhimento e acompanhamento para evitar que haja novos episódios ou escalonamento da violência.
Uma atuação que busca não só interromper ciclos de violência, mas também garantir segurança e dignidade para quem mais precisa.




