Diário vocacional incentiva jovens ao discernimento e despertar de novas vocações
Na Igreja Católica, a Vida Consagrada é vivida por homens e mulheres que dedicam a própria vida à evangelização, à oração e ao serviço da sociedade. Entre eles estão os religiosos homens não sacerdotes, uma vocação que vem diminuindo no mundo e que desperta a atenção da Igreja.
Reportagem de Julia Rezende e Sanny Alves
Na 30ª Jornada Mundial da Vida Consagrada celebrada em fevereiro deste ano, o Papa Leão XIV reafirmou a missão profética da vida consagrada, lembrando que o mundo espera o testemunho daqueles que anunciam a presença de Deus.
“A Igreja pede-vos para serdes profetas, mensageiros e mensageiras que anunciam a presença do Senhor e preparam o seu caminho”, discursou o Santo Padre.
Inspirada nesse chamado e no mês dedicado às vocações, a Província Marista Brasil Centro Norte lançou um diário vocacional. O caderno busca ajudar jovens no discernimento e incentivar aqueles que desejam descobrir a própria missão. “E uma jornada de 70 dias é porque realmente nos coloca numa constância de rezar, refletir, poder escrever isso”, falou a coordenadora de Identidade, Missão e Vocação, Raquel Pulita.
O material conduz o vocacionado a uma experiência de aprofundamento na fé e a partir disso um melhor conhecimento sobre a vocação religiosa. “Todo jovem que hoje se pergunta ‘o que eu posso fazer a mais na minha vida. Ou o que eu quero, que sentido eu quero dar pra minha vida?’”, pontuou ela.
De acordo com o anuário estatístico da igreja, o número de religiosos não sacerdotes passou de cerca de 76.000 em 1978 para aproximadamente 50.000 em 2025.
A redução é atribuída ao envelhecimento das congregações e à diminuição de novos ingressos, reforçando a importância de despertar novas vocações.
“Deus continua suscitando, chamando jovens para o serviço ao reino todos os dias. O que nós precisamos é avançar num processo de coerência, de testemunho da vida religiosa”, avisou o Superior Provincial da PMBCN, irmão José de Assis Elias.
Um chamado traduzido em serviço e total dedicação ao próximo. Esses religiosos levam a esperança e a mensagem do Evangelho a todos, especialmente aos marginalizados.
“A nossa vocação de irmão a partir da fraternidade mostra um rosto de Cristo, irmão, que está aqui para dar suporte a todos que se aproximarem deles”, completou ele.




