LUTA PELA PAZ

Custódio da Terra Santa: 'Renunciar à violência não é fraqueza'

Enquanto a violência continua desenfreada no Oriente Médio, o Custódio da Terra Santa enfatiza que “a verdadeira força reside na doação de si mesmo”

Da redação, com Vatican News]

O Custódio da Terra Santa, Frei Francesco Ielpo / Foto: Reprodução Christian Media Center

O Custódio da Terra Santa, Frei Francesco Ielpo, afirmou que “renunciar à violência não é fraqueza, perdoar não é derrota e a morte não é o fim”.

Em uma mensagem de Páscoa publicada em 1º de abril, o Padre Ielpo — que supervisiona os locais de peregrinação na Palestina, em Israel e em outras partes do Oriente Médio — disse que a região está sofrendo atualmente sob “o peso da guerra, da violência, do medo e da incerteza”.

Nesse contexto conturbado, ele enfatizou que a Ressurreição de Cristo não é algo distante, mas sim “um fato concreto” que obriga os fiéis a “aprenderem a ler a história com os olhos de Deus”.

A verdadeira força reside na doação de si mesmo.

A Ressurreição de Jesus, explicou o Padre Ielpo, “transforma” nossas maneiras habituais de interpretar o mundo.

Enquanto o mundo julga que o que importa é “ser forte, poderoso e vitorioso”, Deus nos mostra que a verdadeira força reside “na doação de si mesmo, na capacidade de amar até o fim”.

Embora sejamos naturalmente tentados a ver a cruz de Jesus como “uma derrota, uma perda, uma humilhação, uma loucura”, disse o padre Ielpo, a Páscoa nos ensina que é precisamente na Cruz que a “verdadeira sabedoria” e a “verdadeira vitória” se manifestam, através da “vitória do amor que se entrega sem reservas”.

A epifania do centurião

Em uma meditação divulgada alguns dias antes, o Cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, havia feito um apelo semelhante.

Em sua mensagem de Domingo de Ramos, divulgada em 29 de março, o Cardeal refletiu sobre a figura do centurião romano que, segundo o Evangelho de Mateus, ficou tão comovido com a crucificação de Jesus que exclamou: “Verdadeiramente este era o Filho de Deus”.

O centurião, disse Pizzaballa, é “um soldado, um homem moldado pela lógica da força”, que “mede o sucesso pela dominação, pela vitória, pelo controle”.

No entanto, diante de Cristo crucificado e testemunhando “um amor que não se defende, uma fidelidade que não recua nem mesmo na morte”, a visão de mundo do centurião desmorona.

O que ele descobre, disse o Cardeal Pizzaballa, é que “o verdadeiro poder não reside na violência ou na espada que mata, mas em uma vida livremente entregue”.

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