Reunidos no Chipre para a Assembleia Plenária de Primavera, bispos da União Europeia apelam a renovados esforços para pôr fim à violência no mundo todo
Da redação, com Vatican News

Morador relembra ataque israelense a aldeia no sul do Líbano / Foto: Reprodução Reuters
Os bispos da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE) renovaram seu apelo pela paz, em meio à escalada da violência no Oriente Médio e em outras regiões do mundo.
Em uma declaração divulgada ao final, na semana passada, de sua Assembleia Plenária de Primavera em Nicósia, Chipre, os bispos expressaram solidariedade a todos os que sofrem com a guerra, a instabilidade e a injustiça na Terra Santa, no Líbano, no Irã e em toda a região do Oriente Médio.
Eles também lembraram o povo da Ucrânia e do Sudão, países assolados por conflitos, bem como outros ao redor do mundo que continuam a sofrer com “o mal da guerra e da violência”.
Profunda tristeza pelo sofrimento humano
Lamentando as devastadoras consequências humanitárias dos conflitos em curso, os bispos disseram estar “profundamente entristecidos” pela perda de inúmeras vidas, pela destruição generalizada e pelo sofrimento das famílias apanhadas na guerra.
Tendo em conta a crescente instabilidade e violência nas regiões vizinhas da Europa, os bispos recordaram as recentes palavras do Papa Leão XIV na sua Mensagem Urbi et Orbi da Páscoa:
“Que aqueles que têm armas as deponham! Que aqueles que têm o poder de desencadear guerras escolham a paz!”, apelou o Papa, “Não uma paz imposta pela força, mas através do diálogo! Não com o desejo de dominar os outros, mas de os encontrar!”
Apoio aos apelos de paz do Papa Leão XIV
Os bispos da COMECE expressaram a sua “plena solidariedade e comunhão com o Santo Padre”, elogiando os seus incansáveis esforços para encorajar os líderes mundiais a trilhar o caminho da paz.
Ressaltaram que a sua autoridade moral não é guiada por interesses políticos, mas pela “fidelidade ao Evangelho e por um testemunho corajoso da verdade”.
Chipre como testemunha da reconciliação
Reunidos em Chipre, uma terra ainda marcada pela divisão apesar de sua rica herança cultural e religiosa, os bispos refletiram sobre o testemunho duradouro da ilha quanto à necessidade de construção de confiança e reconciliação.
Eles disseram estar particularmente comovidos com a presença das comunidades maronitas na parte norte da ilha, cuja perseverança contribui para o diálogo e ajuda a fomentar “uma cultura de encontro”.
A responsabilidade da Europa pela paz
Destacando as origens da União Europeia como “um projeto de paz”, os bispos enfatizaram que a UE tem “uma responsabilidade particular de atuar como uma força credível para a paz e uma promotora ativa da estabilidade e do diálogo em toda a região do Oriente Médio”.
Eles instaram a UE e seus Estados-Membros a intensificarem o engajamento diplomático, político e humanitário em apoio aos esforços de construção da paz, à proteção da dignidade humana e à defesa do direito internacional.
Os bispos também apelaram para iniciativas de paz inclusivas nas quais “as vozes de todos, incluindo as comunidades religiosas, sejam ouvidas e seus direitos respeitados”.
A esperança da Páscoa em meio às trevas
Concluindo sua mensagem à luz do Tempo Pascal, os bispos encorajaram os cristãos a perseverarem na esperança e em sua vocação de serem pacificadores.
“Como seguidores de Cristo, somos particularmente encorajados neste Tempo Pascal… a renovar nosso compromisso de sermos artífices da paz e da reconciliação”, disseram.




