Oriente Médio

Cardeal Parolin sobre Irã: uma tragédia que corre o risco de se alastrar

O secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, reiterou que a Santa Sé dialoga com todos os interlocutores para relançar o diálogo e trabalhar pela paz

Da redação, com Vatican News

Cardeal Pietro Parolin / Foto: Daniel Xavier

Um diálogo aberto com todos para evitar que “esta enorme tragédia que está se consumando” se amplie “cada vez mais, em vez de se conter”. O secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, respondeu assim sobre o que está acontecendo no Irã, ao responder às perguntas dos jornalistas na noite desta segunda-feira, 9, em Roma.

O cardeal participou da segunda edição da “A mesa do Iftar-Ramadã 2026”, iniciativa inter-religiosa dedicada em particular ao encontro entre representantes cristãos, judeus e muçulmanos.

“A Santa Sé – afirmou o cardeal – fala com todos e, quando necessário, fala também com os americanos, fala com os israelenses e apresenta-lhes o que, em nossa opinião, são as soluções”. Trata-se, de fato, precisou o cardeal Parolin, de “uma das características da Santa Sé: o fato de manter abertos os canais de comunicação com todos os interlocutores”.

No Líbano, também a Igreja sofre com a violência

O cardeal também se deteve sobre o assassinato nesta segunda-feira, 9, no Líbano, do Padre Pierre El Raii, pároco maronita de Qlayaa, que correu para socorrer um paroquiano e depois morreu em um bombardeio subsequente.

O Papa também expressou “profunda dor” pela morte do religioso e “por todas as vítimas dos bombardeios destes dias no Oriente Médio, pelos muitos inocentes, entre os quais muitas crianças”. “Infelizmente – destacou Parolin – também a Igreja é vítima desta situação, não estamos isentos, não estamos imunes a esta situação e aos sofrimentos da população”.

Os instrumentos da sabedoria

O secretário de Estado reiterou, em seguida, a importância dos instrumentos da diplomacia, “que são os instrumentos da palavra, que são os instrumentos da razão, que são os instrumentos da sabedoria”, mas admitiu que nem sempre esse caminho é aceito.

“Não temos instrumentos coercitivos – continuou – para impor nossa visão das coisas. Continuamos a insistir nos princípios fundamentais que devem reger a convivência civil e pacífica entre os povos”. É necessário continuar a “semear” palavras de paz “na esperança de que elas toquem os corações”.

A presença cristã no Oriente Médio

Sobre o risco de não haver mais presença cristã na Terra Santa e no Oriente Médio em geral, o cardeal afirmou que esse é um risco sempre denunciado pela Santa Sé: “certamente, a guerra, a desestabilização, os conflitos, o ódio crescente, certamente não favorecem a presença dos cristãos, então, esse é um motivo ainda maior de preocupação”.

Diálogo por Cuba

Também sobre o que está acontecendo em Cuba, o cardeal Parolin ressaltou que foi feito tudo o que precisava ser feito. “Nos reunimos com o ministro das Relações Exteriores”, explicou, “e tomamos as medidas necessárias, sempre com vistas a uma solução dialogada dos problemas existentes”.

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.

↑ topo
Skip to content