Prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso participou de conferência nesta sexta-feira, 6, e frisou empatia, coragem e resiliência femininas
Da Redação, com Vatican News

Foto: Canva
O prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, Cardeal George Jacob Koovakad, participou de uma conferência intitulada “Mulheres, liderança e diálogo: pontes entre saberes, culturas e sociedades”. O evento foi organizado no Senado da República Italiana, na tarde desta sexta-feira, 6, pela Embaixada da Albânia junto à Santa Sé.
Seu discurso esteve centrado na coragem das mulheres em assumir os desafios para a construção da paz. Segundo o cardeal, a humanidade vive um tempo carregado de angústia e desumanização que abala cada um e as nossas sociedades. Diante destes desafios, é preciso se levantar e reconstruir, algo que requer uma efetiva inversão de marcha.
Koovakad observou que, frente ao uso cada vez mais sofisticado da tecnologia aplicada aos armamentos, a sede que cada homem traz dentro de si por poder, riqueza e supremacia é, de certa forma, alimentada. O desarmamento da paz, contudo, requer o desarmamento preventivo do coração, da mente e da vida, de “assumir também o ponto de vista do outro, a necessidade e a dor do outro, ainda que inimigo”.
Depois, prossegue o cardeal, é necessária a capacidade de perdão e de caminhos de reconciliação dentro das sociedades, “uma inteligência não artificial, mas relacional, coletiva, social” e “uma liderança preparada a longo prazo, com dotes humanos e competências profissionais e sociais potencializadas, com um modo de pensar e de agir renovados”.
Empatia, coragem e resiliência
Os saberes devem ser integrados, sustentou o prefeito do dicastério, citando diversos exemplos de mulheres que, na história, testemunharam audácia ao tecer a paz. Ele destacou a “empatia natural” em relação às necessidades e sofrimentos que as mulheres conseguem manifestar ao se encarregarem de situações intrincadas.
Além disso, Koovakad exaltou a aptidão feminina de “superar preconceitos e particularismos, envolvendo em projetos comuns não apenas os aliados, mas também os adversários, com uma particular clareza e determinação em relação à justiça, ao cuidado com o ambiente e ao bem comum”.
Por fim, o cardeal apontou ainda a resiliência das mulheres em fases críticas, útil para costurar “fraturas sociais, feridas dos povos, pobrezas materiais e culturais, ansiedades e medos do seu próprio povo e extrair de tudo isso um algo a mais de lucidez, sabedoria e esperança”. Na interação constante entre homens e mulheres, concluiu, poderá ser promovido o respeito e poderá ser gerada justiça, paz e harmonia.




