Carismas

Cardeal frisa identidade e missão dos movimentos e novas comunidades

Cardeal Farrell discursou no encontro anual dos movimentos eclesiais e das novas comunidades 25 anos após a grande Vigília de Pentecostes com João Paulo II

Da redação, com Vatican News

Solenidade de Pentecostes com a presença dos movimentos e novas comunidades no dia 19 de maio de 2013, na Praça São Pedro, no Vaticano / foto: Canção Nova Roma

“Seu papel específico, sua colocação teológica é colaborar com o ministério petrino e seu desejo apostólico de levar o Evangelho a todos.” A afirmação é do prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Cardeal Kevin Farrell, na abertura do encontro anual dos movimentos eclesiais e novas comunidades.

O evento, intitulado “Em missão com Pedro. A apostolicidade no coração da identidade dos movimentos”, foi organizado pelo Dicastério e acontece 25 anos depois do primeiro congresso internacional realizado em Roma. Na ocasião, ocorreu a solene Vigília de Pentecostes com o Papa João Paulo II no dia 30 de maio de 1998.

Naquele primeiro congresso internacional, o então cardeal Joseph Ratzinger deu uma palestra intitulada “Movimentos eclesiais e sua colocação teológica”. Ao relembrá-la, o cardeal Farrell reiterou que “o específico do ministério petrino é a superação da dimensão puramente local”, bem como “olhar para o mundo” como um todo.

Carismas que falam aos homens de hoje

Na história da Igreja, observou ele, “surgiram carismas e movimentos espirituais que colaboraram com os sucessores de Pedro na propagação do Evangelho”.

Essa “colocação teológica” dos movimentos e das comunidades eclesiais ao lado da ação do Papa “apresenta desafios importantes para hoje”, em primeiro lugar, continuou o chefe do Dicastério, “o da evangelização, implementada de uma forma que saiba falar aos homens e mulheres contemporâneos, evitando práticas, linguagens e métodos anacrônicos”.

Disso deriva “a necessidade de colocar o carisma em contato com as necessidades reais das pessoas, com as novas sensibilidades culturais e as novas situações pastorais; assim como a indicação de viver a apostolicidade missionária de modo sinodal, em profunda harmonia com o Papa, com as Igrejas particulares e seus pastores e com os outros movimentos eclesiais”, concluiu o cardeal Farrell.

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