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Testemunho

Casal testemunha no Sínodo drama das famílias no Iraque

“Quando saímos de manhã para trabalhar, não sabemos se e quando vamos voltar para casa”, conta casal que mora em Bagdá e participa do Sínodo

Da Redação, com Rádio Vaticano em italiano

O martírio dos cristãos no Iraque é testemunho da fé em Cristo, relatou o casal Suhaila Salim e Wisam Marqus Odeesho, que moram em Bagdá e participam do Sínodo da Família como auditores. Em sua intervenção na assembleia, eles falaram sobre a realidade das famílias no Iraque, alertando que a presença de famílias cristãs no local está em risco e que o Ocidente precisa dar sua contribuição, pois elas querem permanecer em suas terras.

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O casal desempenha trabalhos pastorais na paróquia caldeia de São Jorge, em Bagdá. Em entrevista, Wisam contou que a família tem grandes dificuldades para viver no Iraque, pois falta trabalho e a precariedade é constante. Porém, ele não deixa de mencionar a confiança em Deus. “Com a fé e a esperança que vêm de Jesus é possível enfrentar mesmo essas dificuldades”.

olho1Ele alertou para o fato de que a existência das famílias cristãs, dessa identidade cristã está em risco no Iraque. Na paróquia onde ele vive com sua esposa, por exemplo, muitas famílias estão em situação difícil e eles procuram oferecer ajuda material.

“Permanecer em Bagdá para nós é um milagre. É tão difícil a situação que, quando saímos de manhã para trabalhar, não sabemos se e quando vamos voltar para casa. A nossa cidade não é segura. Um dia, houve três explosões próximas a nossa casa; se tivesse acontecido alguns minutos antes, eu não estaria aqui contando isso”.

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Wisam conhece sete famílias que deixaram Mossul, cidade iraquiana que sofre com a ação do Estado Islâmico. Elas abandonaram suas casas, todos os bens que tinham e fugiram, mas não perderam a fé. “Eu tinha uma casa em Nínive, construí para o casamento do meu filho, mas o degenerar da situação me obrigou a abandoná-la, a deixar tudo”, contou.

Sobre como é possível professar a fé em um contexto como o do Iraque, em particular com a ameaça do Estado Islâmico, Wisam contou que, antes da presença do grupo extremista, não havia problemas de convivência com pessoas de religiões diferentes. “Mais de 90% dos meus amigos são muçulmanos. Eu dava a eles as felicitações por suas festividades religiosas e vice-versa. Hoje não é mais assim. O Estado Islâmico não quer essa convivência”.

Do Sínodo dos Bispos, Wisam espera uma voz profética que ajude os iraquianos a viverem em paz no seu país com suas famílias. “Os países ocidentais devem nos ajudar a permanecermos nas nossas terras, não queremos abandoná-las. Os cristãos devem permanecer no Iraque”.

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