VIAGEM APOSTÓLICA

Papa em Mônaco: Jesus Cristo é nosso advogado junto do Pai

Essas palavras do Papa Leão XIV foram expressas no encontro com a Comunidade Católica do Principado de Mônaco neste sábado, 28, em sua Viagem Apostólica

Da redação, com Vatican News

Leão XIV participa de um encontro com a comunidade católica na Catedral de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Mônaco, como parte de sua visita de um dia a Mônaco / Foto: Guglielmo Mangiapane – Reuters

Após a visita de cortesia ao Príncipe de Mônaco, o Papa Leão XIV encontrou a Comunidade Católica na Catedral da Imaculada Conceição. O Santo Padre iniciou com as seguintes palavras “Temos um advogado perante Deus e junto a Deus: Jesus Cristo, o Justo (cf. 1 Jo 2, 1-2)”. Explicando que o Apóstolo João ajuda-nos a compreender o mistério da salvação, pois Jesus Cristo, como vítima expiatória enviado por Deus, “tomou sobre si o mal do homem e do mundo, carregou-o conosco e por nós, passou por ele transformando-o e libertou-nos para sempre”. “Cristo é o centro dinâmico, é o coração da nossa fé”, e olhando Cristo como “advogado” o Papa propôs algumas reflexões.

Confira
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O dom da comunhão

A primeira diz respeito ao dom da comunhão. Jesus Cristo, o Justo, não veio “para proferir um julgamento que condena, mas para oferecer a todos a sua misericórdia que purifica, cura, transforma e nos torna parte da única família de Deus”, disse o Papa. Recordando que não por acaso, “os gestos realizados por Jesus não se limitam à cura física ou espiritual da pessoa, mas abarcam também uma importante dimensão social e política: a pessoa curada é reintegrada, em toda a sua dignidade, na comunidade humana e religiosa da qual havia sido excluída”. Esclarecendo: “Esta comunhão é o sinal por excelência da Igreja, chamada a ser no mundo o reflexo do amor de Deus, que não faz distinção de pessoas”.

Cristo, nosso advogado junto do Pai

No sentido dessa comunhão Leão XIV, ressaltou que a Igreja do Principado de Mônaco possui uma grande riqueza: ser um lugar, uma realidade onde todos encontram acolhimento e hospitalidade, naquela combinação social e cultural que constitui uma característica típica. “Um pequeno Estado cosmopolita”, disse, “no qual à variedade de origens se associam também outras diferenças de natureza socioeconômica”. Acrescentando sobre esse ponto:

“Na Igreja, tal pluralidade não se torna nunca motivo de divisão em classes sociais, mas, pelo contrário, todos são acolhidos enquanto pessoas e filhos de Deus e todos são destinatários de um dom de graça que encoraja a comunhão, a fraternidade e o amor mútuo. Este é o dom que provém de Cristo, nosso advogado junto do Pai”.

O anúncio do Evangelho em defesa do homem

Ao refletir sobre o segundo aspecto, o Papa Leão falou sobre o anúncio do Evangelho em defesa do homem. Neste ponto ressaltou que Jesus assume o papel de “advogado”, sobretudo em defesa daqueles que eram considerados abandonados por Deus e que são tidos como esquecidos e marginalizados. “Penso numa Igreja chamada a tornar-se ‘advogada’, ou seja, a defender o homem: o homem integral e todo o ser humano. Trata-se de um caminho de discernimento crítico e profético”, explicou, “destinado a promover um ‘desenvolvimento integral’ da humanidade”.

“Este é o primeiro serviço que o anúncio do Evangelho deve realizar: iluminar a pessoa humana e a sociedade para que, à luz de Cristo e da sua Palavra, descubram a própria identidade, o sentido da vida humana, o valor das relações e da solidariedade social, o fim último da existência e o destino da história”.

Conter as investidas do secularismo

Após estas palavras o Papa incentivou todos a servir a evangelização de modo apaixonado e generoso.

“Anunciai o Evangelho da vida, da esperança e do amor; levai a todos a luz do Evangelho, para que a vida de cada homem e mulher seja defendida e promovida desde a sua concepção até ao seu fim natural”, continuando disse ainda, “oferecei novos mapas de orientação capazes de conter aquelas investidas do secularismo que ameaçam reduzir o homem ao individualismo e fundar a vida social na produção de riqueza”.

Por fim o Santo Padre recomendou: “Manter o olhar fixo em Jesus Cristo, nosso advogado junto do Pai, gera uma fé enraizada na relação pessoal com Ele, uma fé que se torna testemunho, capaz de transformar a vida e renovar a sociedade”.

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