ANGELUS

Testemunho de Pedro e Paulo revela extensão do amor de Deus, diz Papa

Leão XIV rezou Angelus por ocasião da Solenidade de São Pedro e São Paulo nesta segunda-feira, 29, e destacou exemplo de unidade dos apóstolos

Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV reza o Angelus nesta segunda-feira, 29 / Foto: REUTERS/Yara Nardi

Após presidir a missa na Basílica de São Pedro com a bênção e a imposição dos Pálios aos novos arcebispos metropolitanos, o Papa Leão XIV rezou o Angelus junto aos fiéis presentes na Praça São Pedro, nesta segunda-feira, 29.

Na Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, o Pontífice afirmou que a celebração recorda o “vínculo originário que une, em uma comunhão de fé e caridade”, a Igreja local a todas as outras do mundo. O sangue derramado pelos dois apóstolos, martirizados em Roma durante a perseguição do imperador Nero, “revela até onde chega o amor de Deus que o Senhor Jesus nos concedeu”, disse o Santo Padre.

“Foi graças à sua palavra e ao seu martírio que o Evangelho de Cristo se enraizou, por assim dizer, em Roma, manifestando precisamente aqui, na capital do império, a sua capacidade de renovação”, prosseguiu Leão XIV. Seguidores de Jesus, testemunharam a fé e o martírio de Cristo através de uma nova experiência da força, que chega ainda hoje nos centros e periferias, nas capitais e regiões mais remotas.

Segundo o Papa, esta solenidade envolve os cristãos na missão de Pedro e Paulo, ou seja, na missão do próprio Jesus. “Deus confia em nós, que somos pecadores perdoados por Ele, em nós que não somos perfeitos, para que a sua graça brilhe nas nossas histórias e se revele a sua força, que muda o mal em bem”, frisou.

Esforço da comunhão

O Pontífice reforçou ainda a diversidade que caracterizava Pedro e Paulo, “diversos na origem, na formação e no caráter; não só antes de terem sido chamados, mas também depois; e o seu único Senhor não os uniformizou”.

“Os Padroeiros da Igreja de Roma viveram o esforço da comunhão”, acrescentou o Santo Padre, “conhecendo-a, servindo-a e anunciando-a como sacramento da vida divina. O testemunho deles contribuiu de forma determinante para que a presença cristã na história se orientasse não para o domínio, mas para o serviço, a unidade e a reconciliação”.

Na conclusão de sua fala, Leão XIV pediu a Deus que conceda a todos apreciarem cada vez mais a catolicidade da Igreja, reconhecerem o seu valor ao serviço do encontro fraterno entre as pessoas e os povos, evitarem tudo o que desgasta ou prejudica a comunhão, e perseverarem no caminho ecumênico e no diálogo atento e franco com todos.

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.

↑ topo
Skip to content