DISCUSSÕES

Congresso marca duas semanas de votações em agosto e setembro

Até as eleições, outras votações não devem ocorrer

Às vésperas do início da campanha eleitoral, deputados e senadores decidiram duas semanas de esforço concentradas para realizar medidas importantes. Temas polêmicos, como o fim da escala 6×1, devem ficar fora da pauta.

Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro

 

O fim do recesso parlamentar estava marcado para 1º de agosto, mas os presidentes da Câmara e do Senado adiaram o retorno dos trabalhos para a semana que vem. Uma semana antes do início da Campanha Eleitoral, os parlamentares têm se dedicado às convenções partidárias e à costura de alianças regionais.

Davi Alcolumbre e Hugo Motta definiram a segunda semana de agosto e a primeira de setembro para concentrar as sessões deliberativas. Até as eleições, outras votações não devem ocorrer. Temas considerados polêmicos também podem ficar fora da pauta.

“Por conta do calendário eleitoral, o ritmo de atividades no legislativo será mais devagar, mais cadenciado nos próximos meses”, afirmou o cientista político, Murilo Medeiros.
O Congresso precisa analisar 87 vetos presidenciais, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, além do projeto que eleva o faturamento dos microempreendedores individuais e a medida que criminaliza a misoginia.

As propostas de emenda à Constituição, com o fim da escala 6×1, a que dá autonomia ao Banco Central e da Segurança Pública, projetos prioritários para o Governo, estão na fila para a votação. “A tendência é que as matérias que entrem em pauta sejam a de maior consenso, como por exemplo, o projeto que atualiza o marco legal do seguro rural e também medidas provisórias importantes, como aquela que estabiliza o preço dos combustíveis”, completou Murilo.

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