No Angelus deste domingo, 13, Leão XIV refletiu sobre o perdão à luz do Evangelho do dia e frisou como a gratuidade é a melhor regra para a convivência humana
Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Papa Leão XIV enfatizou o perdão durante o Angelus deste domingo, 13 / Foto: Vatican Media/Catholic Press Photo/IPA/Sipa USA via Reuters
O Papa Leão XIV rezou o Angelus neste domingo, 13, junto aos fiéis reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano. O Pontífice refletiu sobre o perdão, tema central do Evangelho deste 24º Domingo do Tempo Comum (Mt 18,21-35).
Nesta passagem, Pedro pergunta a Jesus quantas vezes alguém deve perdoar outra pessoa que a ofendeu. A resposta de Jesus, que afirma “até setenta vezes sete”, aponta que o perdão deve ser sem medida e está além de qualquer limite.
“Para esclarecer melhor o seu pensamento, o Salvador conta a parábola de um servo que tinha, para com o seu senhor, uma dívida tão grande que era praticamente impossível de saldar”, explicou o Santo Padre. “Tendo obtido a remissão por pura misericórdia, não tinha demonstrado, no entanto, a mesma piedade para com um dos seus companheiros e, por isso, foi repreendido e severamente castigado”, acrescentou.
“O perdão é indispensável”
Leão XIV apontou que, com este ensinamento, Jesus recorda que a dádiva e o perdão estão na base da existência humana. “Tudo nos é dado por Deus num ato de puro amor, e nenhum de nós pode dizer-se perfeito na forma como responde a tanta bondade”, salientou.
“A gratuidade, que é a fonte da nossa própria vida, é também a melhor regra para a nossa convivência”, prosseguiu o Papa. “O perdão é indispensável e, se faltar, não se pode viver em paz: mais cedo ou mais tarde, no coração e entre as pessoas, surgem conflitos, acusações, rancores e vinganças que destroem as relações, dividem as famílias e desencadeiam guerras”, sinalizou.
O Pontífice salientou ainda que só o perdão liberta e traz de volta a luz, mesmo onde a miséria material e moral do homem, por um momento, tornou o horizonte sombrio e o caminho incerto. “O perdão, como um vento favorável, afasta até as nuvens mais densas, até que o sol volte a brilhar”, expressou.
Concluindo sua reflexão, o Santo Padre citou a experiência de São Pedro com o perdão de Deus, sobretudo após ter negado a Cristo três vezes, e pediu a intercessão da Virgem Maria para que ajude todos a perdoar sempre e a “difundir, com coragem e perseverança, a luz serena e curativa do amor que vence o ódio e desarma todo o rancor”.




