NO VATICANO

Papa ressalta a Semana de Oração Pela Unidade Dos Cristãos

Pontífice convoca fiéis à unidade, ao diálogo e à paz entre os povos

Reportagem de Danúbia Gleisser e Daniele Santos

Em seu apelo no Angelus, o Papa Leão XIV falou da República Democrática do Congo, atingida pela violência e a grave crise humanitária. Recordou também as vítimas das inundações que atingiram a África Austral nos últimos dias. E ressaltou a importância da Semana de oração pela unidade dos cristão, que no hemisfério norte já começou.

Em todo o hemisfério norte, a igreja vive a semana de oração pela unidade dos cristãos. No Ângelus, o Santo Padre recordou as origens da iniciativa nascida há dois séculos. A igreja no Brasil e no hemisfério sul viverá a semana de unidade de 17 a 24 de maio. 

Há exatos 100 anos, foram publicadas pela primeira vez as sugestões para a semana de oração pela unidade dos cristãos, disse o Papa, que citou o tema deste ano. “Há um só corpo e um só espírito, assim como a vossa vocação vos chamou a uma só esperança”.

Leão XIV convidou as comunidades católicas à oração pela plena unidade de todos os cristãos. Pediu que a igreja se esforce em prol da paz e da justiça. O Papa recordou da população do leste da República Democrática do Congo, forçada a fugir do próprio país devido à violência e à grave crise humanitária.

Rezemos para que prevaleça sempre o diálogo pela reconciliação e pela paz. Gostaria também de assegurar as minhas orações pelas vítimas das inundações que atingiram a África austral nos últimos dias. 

Ao refletir o trecho do Evangelho em que João Batista reconhece em Jesus, o cordeiro de Deus, afirmou que João era amado pelas multidões e temido pelas autoridades, e que seria fácil explorar esta fama, mas ele não cede à tentação do sucesso e da popularidade.

“Diante de Jesus, João reconhece a própria pequenez e abre espaço para a grandeza dele. Quão importante é para nós hoje o seu testemunho”, completou o Papa.

O Santo Padre destacou que a importância dada a aprovação ao consenso e a visibilidade é demasiada e condiciona as ideias, comportamentos e ânimos das pessoas. Isso, de acordo com o Papa, causa sofrimento e divisões, pois cria estilos de vida e relacionamentos vazios, decepcionantes e aprisionadores, e alertou que não precisamos desses substitutos de felicidade, pois nossa alegria e grandeza está em saber que somos amados e queridos por Deus. 

Ao final, afirmou ser este o amor de que Jesus nos fala, o amor de um Deus que ainda hoje vem estar no meio de nós, não para nos surpreender com efeitos especiais, mas para partilhar o nosso cansaço e assumir os nossos fardos, nos revelando quem realmente somos e quanto valemos a seus olhos.

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