TERÇO EM MUXIMA

Papa: junto a Mãe do Coração, caminhamos com alegria para o Céu

Leão XIV visitou Muxima e rezou o terço junto aos fiéis neste domingo, 19; em seu discurso após a oração, exortou que todos amem uns aos outros como a Virgem Maria

Da Redação, com Vatican News

Do papamóvel, Papa Leão XIV acena para fiéis angolanos / Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane

Um dos momentos mais emocionantes da visita do Papa Leão XIV a Angola se deu na tarde deste domingo, 19. O Pontífice foi a Muxima, onde rezou o terço junto aos fiéis em frente ao local onde está sendo construído um santuário em honra a Mama Muxima (que significa “Mãe do Coração” em um dialeto local). Ao chegar, o Santo Padre foi recebido pelos fiéis enquanto passeava entre eles no papamóvel.

Após a acolhida, seguiu-se a recitação do terço. O Papa falou ao final do momento de oração. Em seu discurso, expressou sua alegria em partilhar, com os fiéis, o momento de oração vivido. Recordando São João Paulo II, que definiu o terço como a oração de um cristianismo que conservou o “frescor original”, Leão XIV afirmou que tais palavras se aplicam bem à “Igreja viva e jovem de Angola (…), na qual se sente, sem dúvida, o frescor da fé e a força do Espírito”.

O Pontífice também dirigiu seu pensamento ao santuário em frente ao qual se reuniram, sublinhando que, neste local, Mama Muxima se empenha de forma discreta a manter vivo e pulsante o coração da Igreja. “Mama Muxima acolhe todos, escuta todos e reza por todos”, expressou.

“Amar cada pessoa com coração maternal”

Voltando seu pensamento aos mistérios gloriosos que foram meditados, o Santo Padre afirmou que neles os homens contemplam o seu destino e a sua missão. “Cristo, na Páscoa, venceu a morte, mostrando-nos o caminho para regressar ao Pai”, declarou, “e para que também nós possamos percorrer esta via luminosa e exigente, tornando o mundo inteiro participante da sua beleza, Ele concedeu-nos o seu Espírito, que nos anima e sustenta no caminho e na missão”.

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A exemplo da Virgem Maria, todos os homens foram feitos para o céu — e caminham com alegria rumo a esse destino. Segundo Leão XIV, na oração do terço, os fiéis percorrem com Nossa Senhora vários momentos da vida do seu Filho, alimentando em cada ser humano um amor universal como o dela.

“Rezar o Terço, portanto, compromete-nos a amar cada pessoa com coração maternal”, indicou o Papa, “de forma concreta e generosa, e a dedicar-nos ao bem uns dos outros, especialmente dos mais pobres”. Assim como uma mãe ama a todos os seus filhos, os fiéis também são chamados a se comprometerem “para que a ninguém falte o amor e, com ele, o necessário para viver com dignidade e ser feliz”.

O amor deve triunfar, não a guerra

“Nossa Senhora pede para nos deixarmos envolver pelos sentimentos do seu coração”, prosseguiu o Santo Padre, “para sermos, como Ela, agentes da justiça e portadores da paz”. Diante da construção em curso de um novo santuário, o Pontífice convidou os jovens a tomarem isto como um sinal:

“Também a vós, efetivamente, a Mãe do Céu confia um grande projeto: o de construir um mundo melhor, acolhedor, onde não haja mais guerras, nem injustiças, nem miséria, nem desonestidade, e onde os princípios do Evangelho inspirem e moldem cada vez mais os corações, as estruturas e os programas, para o bem de todos”, afirmou Leão XIV.

O Papa salientou ainda que é o amor que deve triunfar, não a guerra. “É isso que nos ensina o coração de Maria, o coração da Mãe de todos. Partamos, pois, deste Santuário como “anjos-mensageiros” de vida, para levar a todos a carícia de Maria e a bênção de Deus”, concluiu. Após o terço, o Pontífice retornou a Luanda de helicóptero.

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