NO VATICANO

Em mensagem, Papa condena todas as formas de antissemitismo

Recordar o passado para não se repetir no futuro é o principal objetivo da memória

Neste Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, a Igreja Católica reafirma seu compromisso com a memória, a dignidade humana e o combate a toda forma de ódio. O Papa Leão XIV reiterou a posição da Igreja contra o antissemitismo, em fidelidade à declaração Nostra Aetate.

Reportagem de Adilson Sabará
Imagens da Reuters

 

A memória é um dever da humanidade. Neste 27 de janeiro, sobreviventes de Auschwitz prestaram homenagens pelos 81 anos da libertação do campo de extermínio nazista pelas tropas soviéticas. De acordo com esta sobrevivente, lembrar Auschwitz é lembrar do que o ódio é capaz de fazer. E contar essa história é a única forma de garantir que isso nunca mais aconteça.

O campo de Auschwitz Birkenau, na Polônia, se tornou o maior símbolo da barbárie promovida pelo regime alemão. Mais de 1 milhão de pessoas morreram nas câmaras de gás ou vítimas da fome, do frio e das doenças, a maioria judeus. Entre 1941 e 1945, os nazistas e seus colaboradores assassinaram 6 milhões de pessoas em toda a Europa ocupada.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Papa Pio XII alertava para o sofrimento de quem foi condenado à morte apenas por causa de sua raça ou nacionalidade. Bento XVI reforçou que esse pronunciamento se referia ao extermínio do povo judeu e lembrou que muitas das ações de Pio XII ocorreram em silêncio, justamente para salvar o maior número possível de vidas.

O Papa Francisco deixou claro que manter olhos e corações abertos é essencial para defender a dignidade humana e impedir que novos horrores encontrem espaço na consciência da humanidade. Sara presenciou a família ser morta pelos nazistas. Ela diz ter visto o que acontece quando uma pessoa se esquece de que é humana, quando o ódio se torna uma linguagem e quando as pessoas fecham os olhos.

Diante da lembrança do holocausto, o Papa Leão XIV reafirmou que a Igreja permanece fiel à declaração Nostra aetate e condena todas as formas de antissemitismo, rejeitando qualquer discriminação baseada em etnia, nacionalidade, idioma ou religião. 

Recordar este crime contra a humanidade não é apenas olhar para o passado, mas fortalecer a consciência humana para que o ódio e a intolerância jamais voltem a se repetir. Memória que chama à vigilância, ao respeito e à defesa da vida.

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