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TELEGRAMA

Papa: de Gorbachev, um perspicaz empenho pela fraternidade entre povos

Telegrama de condolências do Papa à filha do último presidente da União Soviética, que faleceu aos 91 anos, um estimado estadista, comprometido com o progresso do seu país numa época de importantes mudanças

Da redação, com Vatican News

Mikhail Gorbachev, por volta de 1988 / Foto: Reprodução Reuters

O Papa Francisco une-se às condolências de várias partes pela morte de Mikhail Gorbachev, aos 91 anos ocorrida nesta quarta-feira, 31.

Em um telegrama endereçado a sua filha Irina, Francisco recorda “com gratidão, o perspicaz compromisso com a concórdia e a fraternidade entre os povos” do último presidente da União Soviética, Prêmio Nobel da Paz em 1990, bem como o compromisso “pelo progresso do próprio próprio país em uma época de importantes mudanças”.

O Pontífice, então, apresenta suas condolências a toda a sua família, e também àqueles que “viam nele um apreciado estadista“.

Por fim, eleva orações “por sua alma“ e invoca de Deus a “o descanso eterno“.

Gorbachev e São João Paulo II

Um reformador político, Gorbachev também traçou um novo rumo às relações com a Santa Sé, pondo fim a décadas de perseguições religiosas contra a Igreja Católica na ex-URSS.

O novo rumo foi marcado por seu histórico encontro no Vaticano como Secretário Geral do Partido Comunista Soviético, com o Papa São João Paulo II, em 1º de dezembro de 1989, menos de um mês após a queda do Muro de Berlim, e um ano depois após receber delegação da Igreja em Moscou para as celebrações do Milênio do Batismo da Rus’ (1988).

Valores compartilhados

Durante essa visita, São João Paulo e Gorbachev tiveram uma conversa em que partilharam opiniões sobre as profundas mudanças que estavam ocorrendo na Europa Oriental, expressando amplo acordo acerca da necessidade de maior liberdade religiosa na União Soviética, de uma renovação de princípios éticos e valores morais e para melhorar as relações católico-ortodoxas.

Também concordaram com o fato de que os países do Leste Europeu não deveriam simplesmente importar valores ocidentais. “Seria errado alguém afirmar que as mudanças na Europa e no mundo devem seguir o modelo ocidental”, disse São João Paulo II. “A Europa, como participante da história mundial, deve respirar com dois pulmões”, acrescentou o finado Pontífice, usando uma de suas metáforas favoritas pedindo harmonia entre Oriente e Ocidente.

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