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Papa assiste a concerto em sua homenagem

Depois da saudação aos fiéis católicos na Praça Duomo de Milão, na Itália, o Papa Bento XVI assistiu a um concerto em sua honra no Teatro alla Scala na noite (horário local) desta sexta-feira,1. O compromisso foi o último do dia na agenda do Papa, que visita a cidade italiana por ocasião do 7º Encontro Mundial das Famílias.Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Discurso de Bento XVI no Teatro Alla Scala
.: NA ÍNTEGRA: Programa da visita do Papa a Milão
.: Mensagem do Papa Bento XVI para o Encontro Mundial em Milão
.: FOTOS do evento no Flickr

Depois de devidamente acomodado, o Papa assistiu a uma apresentação da nona sinfonia de Ludwig van Beethoven, seguida pela Orquestra e Coral do Teatro alla Scala, com direção do maestro Daniel Barenboim. No fim do concerto, o Papa subiu ao palco e pronunciou algumas palavras aos presentes.

Bento XVI mencionou a ocasião em que Arturo Toscanini , em 1946, levantou a baqueta para reger um concerto memorável no Scala, reconstruído depois dos horrores da guerra. Ele lembrou que o teatro está ligado de modo profundo a Milão, sendo uma de suas grandes glórias. “Eu quis recordar deste maio de 1946, porque a reconstrução da Scala foi um sinal de esperança para a retomada da vida de toda cidade depois das destruições da Guerra”, disse.

O Pontífice continuou dizendo que, para ele, foi uma grande honra poder ter estado no concerto com todos os presentes. Ele agradeceu ao presidente da câmara, advogado Giuliano Pisapia, ao diretor geral, doutor Stéphane Lissner e, sobretudo, à Orquestra e ao Coral do Teatro alla Scala, pela “interpretação intensa e envolvente de uma das obras-primas da história da música”

Referindo-se ao repertório, o Papa destacou uma característica da obra de Beethoven que, enquanto segue a linha da sinfonia clássica, traz algo de novo, propondo uma mudança de tom. Ele lembrou que a alegria da obra de Beethoven não é propriamente cristã, mas sim da fraternidade na convivência dos povos e da vitória sobre o egoísmo. “É o desejo que o caminho da humanidade seja marcado pelo amor, quase um convite que dirigido a todos, para além de qualquer bandeira e convicção”.

Alegria x sofrimentos

O Papa lembrou que, embora o concerto seja uma festa alegre em comemoração ao encontro de famílias do mundo inteiro, o evento tem a sombra do terremoto que fez muitas vítimas na Itália. Nesse sentido, as palavras do Hino da Alegria de Schiler acabam soando como um vazio, já que as pessoas estão paralisadas pela dor e por toda essa destruição.

“Não precisamos de um discurso irreal de um Deus distante e de uma fraternidade não empenhada. Estamos em busca do Deus próximo. Buscamos uma fraternidade que, em meio aos sofrimentos, sustenta o outro e, assim, ajuda a ir adiante”

Finalizando sua mensagem, o Papa disse acreditar que as palavras serviram também para as famílias, já que é nelas que se faz, pela primeira vez, a experiência de que  a pessoa humana foi criada para viver em relação com os outros. “É em família que se compreende como a realização de si não está no se colocar ao centro, guiando-se pelo egoísmo, mas no doar-se; é em família que começa a acender no coração a luz da paz para iluminar este nosso mundo”

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