O fim de semana na Canção Nova foi dedicado à formação sobre um tema cada vez mais importante para a Igreja: a proteção e o cuidado de pessoas em situação de vulnerabilidade. O simpósio reuniu participantes em torno da construção de ambientes eclesiais mais seguros e acolhedores
Reportagem de Emerson Tersigni e Messias Junqueira
Depois de um semestre intenso, o fim de junho significa descanso para muitos universitários. Mas a faculdade de Canção Nova está em plano funcionamento. Afinal, as portas do aprendizado jamais se fecham por aqui.
“O que me motivou a tá aqui hoje é a oportunidade de formação, que é sempre muito boa para o nosso crescimento pessoal, mas também por entender que esse assunto é de extrema importância pra Igreja e pro mundo de hoje, porque diz respeito exatamente à missão da igreja, que é o cuidado das pessoas”, disse a especialista em Teologia Espiritual, Maria Teresa Rosa.
O auditório São Paulo foi palco para um simpósio voltado à proteção e ao cuidado de pessoas em situação de vulnerabilidade nas novas comunidades e nos movimentos pastorais da Igreja.
Uma das colocações do evento foi feita pelo padre Hanson, referência internacional na prevenção de abusos e na proteção de menores. “Nós acreditamos que esse é um tema muito sensível, muito caro hoje pra Igreja. E a Canção Nova e de modo particular a faculdade, entendem que ela pode proporcionar esse espaço de debate, de reflexão, de amadurecimento pastoral, institucional”, contou o diretor da Faculdade Canção Nova, Rafael Oliveira.
O objetivo deste simpósio é o fortalecimento da cultura do cuidado. E em sintonia com as orientações da Igreja, os participantes se comprometem com a promoção da dignidade humana a partir de uma conscientização formativa.
“Nós já fomos historicamente tolerantes demais, naturalizamos demais práticas que se mostraram abusivas. Então, o nosso tempo é um tempo de sabermos reconhecer isso, um tempo de sabermos o que fazer para que essas práticas abusivas que silenciosamente se instalam, ‘naturalizadamente’ se instalam, possam ser reconhecidas, corrigidas e evitadas”, disse o assessor do Núcleo Lux Mundi, frei João Ferreira Junior.
“Eu pretendo poder transbordar na minha ação pastoral e também no cuidado das pessoas próximas a mim, das congregações, das paróquias, das pastorais, onde Deus permitir que eu seja esse canal, essa missionária apóstola do cuidado também”, concluiu Maria.




