Comitiva internacional visita setores de comunicação, educação e ação social da comunidade em Cachoeira Paulista (SP), nesta segunda-feira, 20
Julia Beck
Da Redação

Franz Guillen, Luis Daniel Vildoso e Taiana Vilela /Foto: Julia Beck
Os diretores de projetos da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) visitam a sede da Comunidade Canção Nova nesta segunda-feira, 20, em Cachoeira Paulista (SP), para conhecer de perto a missão evangelizadora, as frentes de atuação e os projetos desenvolvidos pela comunidade.
A comitiva foi formada por Franz Guillen Gross, Luis Daniel Vildoso Escalante e Taiana Vilela de Moura Monteiro Martins. A programação teve início às 10h, com recepção institucional e apresentação da missão da Canção Nova.
Na sequência, os visitantes estiveram no Santuário do Pai das Misericórdias, onde conheceram a história e a importância do local. Franz explicou que a visita se deu diante da presença da comitiva na 62º Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. No evento, eles irão se encontrar com bispos de diferentes regiões do país que contam com o apoio da ACN.
“Queríamos aproveitar para conhecer movimentos expressivos da realidade da Igreja no Brasil. Diante do trabalho conjunto que realizamos com a Canção Nova, achamos oportuno visitar a comunidade e conhecê-la”, comentou.
Na sequência, os três visitaram o túmulo do fundador da comunidade, padre Jonas Abib. Ao refletir sobre a história de vida do fundador da Canção Nova, Franz ressaltou que ele não teve medo de evangelizar. “A transformação de quem tem um encontro com o Senhor é capaz de mudar realidades” e ele mudou a de muitos jovens e católicos que estavam afastados. “Ele deixou um legado”, enfatizou.
Comunicação
No Centro de Evangelização, a comitiva conheceu o espaço e os grandes eventos realizados no local. A visita prevê ainda uma passagem pela Central Técnica do Sistema Canção Nova de Comunicação, pelo setor de Jornalismo e pela Rádio Canção Nova, com destaque para o alcance evangelizador por meio dos veículos de comunicação.
Franz frisa que um dos pilares da ACN é a informação sobre as muitas realidades da Igreja no mundo. Segundo ele, o maior objetivo disto é dar voz àqueles que não tem voz. Logo, ele reafirmou que os meios de comunicação são muito importantes no cumprimento deste objetivo.
Luis acredita que as notícias sensibilizam e expõem a realidade de muitos que são perseguidos pela fé. “Dar a conhecer os desafios e as necessidades das Igrejas locais é fundamental para que o anúncio do Evangelho possa continuar a ser feito e mais pessoas tenham um encontro com Deus”.
Também fazem parte da agenda encontros na Companhia de Artes Canção Nova, no projeto Cantinho da Criança, no Polo Educacional, no Instituto Canção Nova e na Faculdade Canção Nova, onde serão apresentados projetos culturais, infantis e educacionais.
Na parte da tarde, a comitiva conhecerá ainda o Centro Médico Padre Pio, voltado às ações sociais e ao atendimento de famílias, além da sede do governo local da Comunidade Canção Nova, onde haverá uma conversa sobre projetos, apresentação institucional e registro fotográfico. A visita está prevista para ser concluída às 16h.

As missionária Núbia Freire e Isabeli Cristini Santana conduzem os visitantes durante passagem pela sede da comunidade /Foto: Julia Beck
Perseguição
Durante a visita, Luis também falou um pouco sobre Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo, divulgado a cada dois anos pela fundação pontifícia. De acordo com ele, esse documento só é possível graças à parceria com igrejas locais. Na América Latina, alguns países também sofrem perseguições ou limitações por razões políticas ou ideológicas contrárias à fé.
O diretor de projetos da ACN afirmou que países como Nicarágua, Venezuela e Cuba têm realidades mais difíceis quando o assunto é liberdade religiosa. Em outros países, a violência torna o trabalho da Igreja mais limitado – como México, Colômbia e Haiti.
“É importante destacar que a América Latina é vista como o continente da fé e da esperança, não obstante, existem desafios”, observou.
Sobre a ACN
A Fundação Pontifícia ACN (Aid to the Church in Need), conhecida no Brasil como Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), é uma obra dedicada ao apoio de projetos pastorais e humanitários da Igreja em regiões marcadas pela pobreza, conflitos ou perseguição religiosa. Fundada em 1947 pelo padre Werenfried van Straaten, após a Segunda Guerra Mundial, a instituição nasceu a partir de ações de solidariedade voltadas aos refugiados e desalojados da Alemanha. Desde 2011, a ACN é reconhecida como Fundação Pontifícia, vinculada ao Dicastério para o Clero.
Atualmente, a ACN mantém escritórios em 23 países e financia cerca de 5 mil projetos por ano em mais de 130 nações, sustentados exclusivamente por doações privadas. A fundação apoia anualmente mais de 40 mil sacerdotes, 20 mil religiosas e um em cada oito seminaristas do mundo, além de investir em formação, construção de igrejas, meios de transporte, mídia católica e ações emergenciais em guerras e desastres naturais. A instituição também atua em defesa dos cristãos perseguidos e publica, desde 1999, o Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo.




