Na Solenidade da Santíssima Trindade, Papa destaca que a Trindade leva-nos a amar tudo e todos, e que cada criatura foi feita para a comunhão e o encontro
Da redação, com Vatican News

Foto: IMAGO/Catholicpressphoto via Reuters Connect
Celebrando a Solenidade da Santíssima Trindade, neste domingo, 31, o Papa Leão XIV reuniu-se a milhares de pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano, para a tradicional oração do Angelus.
O Papa explicou que celebrar o Mistério do Deus Trindade é uma oportunidade para repensar o caminho percorrido, a partir do seu centro: “a vida de Deus que nos foi dada em Jesus Cristo”.
“Esta vida é uma comunhão dinâmica, inesgotável e fecunda, que agora nos envolve: o Espírito que une o Pai e o Filho foi, efetivamente, derramado nos nossos corações, de modo que no mundo toma forma a Igreja, sacramento de comunhão, espaço de encontro, de amor e de vida, onde o céu e a terra já se tocam”.
A Igreja, observa o Papa em sua reflexão, é “sacramento de comunhão, espaço de encontro”. Portanto, é um reflexo desse amor trinitário alimentado pelo fogo do Espírito. Esse Espírito de que Jesus falou a Nicodemos é relembrado na Liturgia, cuja noite foi iluminada “com a verdade que, na festa de hoje, ressoa em todas as nossas igrejas”:
“Quem não acolhe este Espírito, envelhece cedo, na lamentação; encontra-se sozinho, nunca tem alegria no coração. Hoje, porém, queridos irmãos e irmãs, é festa! A festa de Deus é a nossa festa.”
A Trindade nos faz amar tudo e todos
Nicodemos era membro do Sinédrio, o Conselho dos chefes de Israel. O Pontífice recorda como ele não se juntou ao coro de desprezo por Jesus, convidando, em vez disso, a todos a ouvi-lo antes de o condenarem. Ele havia vivenciado um encontro que o transformaria profundamente, abrindo seu coração “para a nova verdade e a verdadeira novidade”, a da vida em Cristo. Leão XIV nos exorta a reviver a jornada de Nicodemos e a celebrar com um espírito de alegria:
“A vida de Deus é maravilhosa e envolvente, traz paz ao nosso coração, muitas vezes tão inquieto, e faz-nos encontrar irmãos e irmãs na alegria do Espírito. A Trindade leva-nos a amar tudo e todos: descobrimos que cada criatura foi feita para a comunhão, a relação, o encontro. E, por contraste, compreendemos por que razão as divisões, as polarizações e o desprezo pelas diversidades trazem ao mundo destruição, tristeza e aridez”.




