Projeto em escolas oferece suporte psicológico para crianças e adolescentes
Dentro das reflexões propostas pelo Maio Amarelo, os cuidados com o bem-estar emocional de crianças e adolescentes ganham cada vez mais espaço nas escolas. O trabalho desenvolvido por psicólogos ajuda alunos a enfrentar desafios, inseguranças e mudanças da fase da juventude.
Reportagem de Aline Imercio e Gilberto Pereira
Perguntamos aos jovens o que pode deixar você triste? “Antes eu levava, tipo, as coisas bastante na brincadeira, eu não levava tanto a vida a sério assim, então acho que por isso eu era um pouco mais triste. Agora que eu eu vejo realmente que a vida vai mudar, para mim a minha vida é mais feliz agora”, contou a estudante, Enicioa da Silva .
“Normalmente eu fico triste quando algo ruim acontece, alguém fica doente ou eu mesma.
Eu fico triste quando vejo alguém passando por alguma dificuldade”, falou a estudante, Laura Pereira Bezerra.
“Muitas vezes fico magoada com mínimas coisas que acontecem no meu dia, mas logo eu tento ver o lado bom”, disse a aluna, Gabriela Akemi.
“O que mais me deixa triste é ver certas pessoas da minha escola se atrapalharem e atrapalharem os outros. Aí o professor ficar bravo e tem que dar sermão”, comentou a estudante, Gustavo Hideki.
Respostas de quem estuda na escola estadual Lasar Segall, zona sul da capital paulista. Aqui os alunos do sexto ao nono ano, de 11 a 14 anos, são acolhidos assim e todos podem contar com o auxílio de uma psicóloga que visita o local uma por semana para os atendimentos. “O trabalho do psicólogo é mais no coletivo. É o bullying, cyberbullying, estar conscientizando esses alunos a respeitar um ao outro”, afirmou a psicóloga, Adriana Bandeira.
“Às vezes o professor tutor ou o próprio aluno fala pra gente algo que aconteceu em casa ou que está acontecendo com ele dentro da escola. Aí eu chamo esse aluno para conversar, eu passo pra Ana, psicóloga, ela faz um acolhimento com esse aluno, a gente chama os pais e caso o pai aceite, seja necessário, a gente envia para um parceiro nosso que a gente tem”, explicou o vice- diretor da EE Lasar Segall, Alex Zaparoli.
Programas que trabalham com a saúde mental de crianças e adolescentes, como os realizados na Escola Estadual Lasar Segall, são cada vez mais importantes. Em maio, uma campanha da Sociedade de Pediatria de São Paulo chama a atenção para dados que mostram a relevância deste assunto.
“A campanha, ela se diz: ‘Depressão em crianças e adolescentes. Pare, observe, acolha’. Observar o quê? Os sinais de alerta das crianças e dos adolescentes. Quais são esses sinais? Um isolamento social, uma mudança de comportamento, uma mudança de estilo de vida no hábito alimentar, oferecer uma escuta, uma escuta ativa, uma escuta empática, sem julgamento”, ressaltou a presidente do Núcleo Estadual Depressão Em Crianças e Adolesc. SP, Carlina Gueogjian.
“Às vezes eu fico muito nervosa e isso atrapalha no desenvolvimento e no resultado final das minhas atitudes. Mas a gente está trabalhando isso, eu tô aprendendo a lidar com isso e estou me tornando uma pessoa um pouco mais calma”, completou a a estudante, Laura Pereira Bezerra.

