Instituições públicas e privadas trazem inovações na área da saúde
Nesta semana, a cidade de São Paulo recebe uma das maiores feiras do setor de saúde da América Latina. Profissionais de mais de cinquenta países participam do evento.
Reportagem de Aline Imercio e Gilberto Pereira
Mais de 1200 marcas com novidades e aperfeiçoamento para o setor de saúde. A 31ª edição da Feira Hospitalar acontece em São Paulo. “Você tem aqui 400 horas de conteúdo e a feira recebe aí durante 4 dias cerca de 80.000 visitantes que vem em busca de novidades”, apresentou a head do portfólio de Saúde da Informa Markets, Juliana Vicente.
Expositores de 55 países vieram participar do evento e na tecnologia, a inteligência artificial vem auxiliar a medicina. Essa máquina chinesa ajuda em cirurgias. “O cirurgião consegue ver muito melhor o interior da pessoa. O cirurgião vai conseguir através de algumas tecnologias que estão incorporadas aqui, ver todos os órgãos. É muito mais seguro, menos dor”, contou o desenvolvedor de negócios Latam Tuodao Medical, Pedro Ferreira.
Durante a feira, o ministro interino da saúde, Adriano Massuda, assinou documentos que ampliam o atendimento do SUS. “Assinatura de crédito financeiro, que é a troca de um tributo federal pela prestação de serviços para hospitais privados. Então isso vai ampliar a oferta de consultas, exames, cirurgias nas áreas de maior necessidade do sistema de saúde. Nós também vamos ter espaço pra discussão com representantes da indústria sobre inovações que estamos fazendo do ponto de vista de um plano de investimento”, certificou o Ministro Interino da Saúde, Adriano Massuda.
Um dos expositores da feira é o Instituto Jô Clemente, que trabalha com a inclusão de pessoas com deficiência intelectual, transtorno do espectro autista ou doenças raras.
O instituto foi um dos homenageados por 50 anos de atuação com o teste do pezinho. “Foi o marido da dona Jô Clemente que trouxe pro Brasil. E antes nós tínhamos o teste do pezinho básico, hoje nós já temos o ampliado. Antigamente assim era pouquíssimas doenças, cerca de cinco, depois foi aumentando, aumentando, hoje nós conseguimos captar cerca de 55 doenças raras. Hoje nós fazemos cerca de 80% dos testes do pezinho da dos nascidos na cidade de São Paulo”, apontou a coordenadora de CNR do IJC, Anita Brito.
“A gente tem aqui o Instituto Jô Clemente e o Médico Sem Fronteiras que vão ser beneficiados com parte do valor arrecadado pela venda de ingressos da feira”, reforçou Juliana.
“A a reversão de renda, uma parte da reversão de renda pro Instituto Jô Clemente nos ajuda muito em todos os atendimentos que a gente faz, que por ano são cerca de 330.000 atendimentos”, completou o gerente de marketing e captação de recursos IJC, Priscilla Camargo