BIOMA

Preservação dos manguezais faz parte das discussões da COP 30

O Brasil vive a expectativa da COP 30, a Conferência do Clima da ONU mais importante do calendário climático. O evento acontece em novembro deste ano em Belém do Pará. Entre as temáticas a serem discutidas estão a preservação de florestas e proteção da biodiversidade. E entre os biomas brasileiros que demandam atenção estão os manguezais.

Reportagem de Deividson Francisco
Imagens Reuters

7491 km de extensão. A costa brasileira é banhada pelo Oceano Atlântico, onde desembocam outros inúmeros rios. Neste ponto onde o mar e o rio se encontram, existem os manguezais, um tipo de ecossistema fundamental para a biodiversidade, controle climático, proteção da costa contra erosões e inundações, qualidade da água e sustento de famílias e comunidades nativas. No Maranhão, o senhor Raimundo sobrevive deste bioma. 

“Aí eu já vendo de R$ 7, de 8, às vezes de 10. Aí dá para sobreviver. Compro meu arroz, minha farinha, meu café. E assim vamos sobrevivendo”, relatou o pescador de caranguejo, Raimundo Atanasio Ferreira Barbosa.

De acordo com pesquisadores brasileiros, os manguezais representam um dos ecossistemas de carbono azul mais poderosos da Terra, capazes de armazenar grandes quantidades de carbono em seus solos alagados. Neste contexto, o Brasil pode contribuir significativamente nas discussões da COP 30.

“O Brasil possui a maioria contínua de manguezais do planeta entre o Maranhão, Pará e o Amapá. Então o Brasil é com certeza o maior hotspot carbono azul do planeta. Inclusive com a COP agora que vai acontecer no país, o Brasil tem que discutir essa questão da pegada do carbono azul, do sequestro do carbono por parte dos manguezais em políticas públicas nacionais de combate às mudanças climáticas. O Brasil deve ser referência mundial nesse contexto”, explicou o professor de oceanografia e limnologia da Universidade Federal do Maranhão. 

O saudoso Papa Francisco na encíclica Laudato Si convocou a humanidade a agir em favor de uma ecologia integral. Numa atitude de cuidado e comunhão com a natureza, cada homem é novamente convocado a combater a exploração egoísta e irresponsável do meio ambiente que ameaça o futuro da humanidade.

Diante de tal desafio e responsabilidade, vale lembrar mais uma vez o ensinamento de Francisco. Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo opcional e nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial de uma existência virtuosa.

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