CUIDADOS

Período chuvoso aumenta casos de leptospirose no Brasil

Saiba os cuidados que se deve ter para prevenir a doença

Diante das chuvas de verão e muitos locais com alagamentos, os casos de Leptospirose também podem aumentar. Nossa equipe mostra a prevenção e o tratamento dessa doença.

Reportagem de Aline Imercio e Vailton Justino

 

Chuva, enchente, lama, ratos na calçada. Esse é o ambiente propício para a propagação da leptospirose. Érica lembra que contraiu a doença em 2024. mas teve o diagnóstico tardio, o que a fez ficar dois meses internada. “Não tinha mais os movimentos, a barriga muito inchada, estava muito amarela e com muitas manchas no corpo. Rapidamente me levaram pra UTI e depois de 10 dias que saiu o resultado dizendo que eu estava com leptospirose”, contou a auxiliar de professor, Erica Honório de Andrade Araújo.

“A leptospirose é uma doença zoonótica que ela passa dos animais pros humanos e ela é causada por uma bactéria do gênero leptospira. É endêmico aqui no Brasil, então elas estão no ambiente, elas são disseminadas principalmente pelos ratos, mas os outros animais também podem transmitir”, explicou a pesquisadora científica do Instituto Adolfo Lutz, Roberta Morozetti Blanco. 

A leptospirose costuma ter maior incidência no período de chuvas por conta da facilidade de contágio nas enchentes, mas o diagnóstico costuma ser difícil, confundido muitas vezes com viroses. Por isso, é importante que ao procurar o médico, o paciente relate se teve contato com águas de alagamentos. 

A leptospirose não tem vacina, mas possui tratamento.”Você vai ter uma pequena febre, mal-estar, às vezes o rosto e o tronco ficam avermelhados. Quando a doença assume essa forma mais grave, a pessoa entra num processo de insuficiência renal, os rins param de funcionar”, reforçou o médico infectologista, Celso Granato.

Aqui funciona o laboratório de leptospirose do Instituto Adolfo Lutz da Secretaria de Saúde de São Paulo. Neste local são realizadas pesquisas e diagnósticos da doença no estado. 

Roberta é responsável pelo laboratório e explica formas de prevenir a doença. “Se precisar entrar em contato com essa água de enchente, tentar usar luva, bota, roupa, calça comprida, para que a bactéria não ultrapasse essa barreira, caso não tenha, usar saco plástico amarrados nas mãos e nos pés. Políticas públicas. O que a gente precisa é de saneamento básico”, ressaltou Roberta.

Depois de passar por sessões de fisioterapia para recuperar seus movimentos, a professora Érica, que não sabe onde contraiu a doença, busca hoje ter mais cuidado. “Hoje choveu, eu coloco um sapato fechado no pé, vou no mercado, quando eu volto esterilizo os alimentos. Então, hoje eu tenho um cuidado maior que eu não tinha tanto antes”, concluiu Erica.

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