Artigo Empreendedorismo

Motivação dos gestores nas empresas leva a bons resultados

Pela meritocracia, colaboradores são premiados de acordo com seus méritos

André Prado*

Existem empresas que não sabem como estimular o desenvolvimento e extrair o que há de melhor em seus colaboradores. Alguns gestores ainda retroagem à época da chibata, criando formas de punir aqueles que não agem conforme desejam.

Alguns administradores são ineficientes e incompetentes ao chamar a atenção dos subordinados, lastimavelmente muitas vezes em público, quando não estão agindo em conformidade com as diretrizes organizacionais, criando erroneamente meios punitivos que também atingem os bons funcionários. Lamentavelmente, alguns ainda promovem o antigo ditado: “os inocentes pagam pelos pecadores”.

O pior é que no meio corporativo, assim como em outros meios, não faltam pessoas que sofrem do efeito Dunning-Kruger, ou seja, pessoas despreparadas que se acham mais competentes do que os mais bem preparados.

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Quem sofre deste fenômeno costuma se achar superiormente habilidoso, mas não passa de alguém iludido que ao executar algo acaba tomando decisões erradas que geram desarmonia e resultados desastrosos na maioria das vezes.

Isto se assemelha a um professor que se torna temido pelas dificuldades que aplica em suas disciplinas, mas que muitas vezes é incapaz de ensinar de forma didática o conteúdo que raramente será aprendido por boa parte dos alunos.

Infelizmente existem chefes que gritam, são grosseiros em demasia, transtornados, reativos aos que possuem ideias divergentes e ainda cometem assédio moral. O lugar de muitos destes deveria ser nas clínicas psiquiátricas do país, mas como isto não ocorre, por vezes, colaboradores não podem perder seus empregos têm de conviver com as adversidades geradas por estes tipos de dirigentes nas organizações.

É muito estranho saber que alguns indivíduos ainda necessitam gritar para conseguir algo em pleno século XXI. Respeito se conquista dando-se ao respeito, não por meio de uma histeria perturbadora que somente aumenta os conflitos. Aqueles que tentam impor a autoridade por meio do medo e do temor, dificilmente serão considerados bons líderes com o passar do tempo.

Alguns que se encontram em posição hierárquica privilegiada às vezes criam regras alegando que serão aplicáveis indistintamente a todos para evitar a adoção de dois pesos e duas medidas. Entretanto, a execução disto é mais delicada do que se parece, afinal o julgamento dos superiores costuma ser imperfeito, e, por vezes, parcial.

Sabe-se da existência de gestores empresariais que adotam medidas diferentes para colaboradores distintos mesmo que a situação ocorrida se enquadre na mesma regra, aplicando punições em níveis diferenciados dependendo de cada subordinado.

A condução de uma empresa requer saber lidar com desafios complexos em determinadas ocasiões. Gerir pessoas está entre as maiores dificuldades de muitos líderes, afinal, cada indivíduo possui uma forma de ser ou agir.

Administrar com imparcialidade exige aplicar extremo senso de justiça para que não se crie desmotivação que afete o comportamento da organização. Os gestores devem procurar agir com igualdade, critérios honestos e transparentes, seja no momento de corrigir ou de beneficiar os empregados.

Reconhecendo méritos

No que se refere a produzir benefícios para os colaboradores, muitas atitudes podem ser tomadas. A meritocracia é um modo de premiar os resultados com base nos méritos de cada pessoa.

Existem várias formas de reconhecer os êxitos e empenhos dos bons profissionais em uma empresa. Funcionários geralmente costumam permanecer motivados quando são valorizados, apoiados, envolvidos, capacitados, apreciados e assim por adiante. Entretanto, estas não são as únicas maneiras de motivá-los.

Alguns patrões costumam afirmar que a remuneração não é o item mais importante para um funcionário. Isto depende da forma como cada trabalhador gere suas finanças pessoais. Trabalhadores mal remunerados costumam trabalhar pensando em dívidas. Mas há trabalhadores que ganham a média salarial ou até mesmo acima desta e também se endividam.

Remunerar mal os colaboradores não é o caminho ideal para organizações que desejam progredir. Em contrapartida, se a empresa paga um salário condizente ou superior ao mercado e ainda assim possui funcionários endividados, procurar ajudá-los com um curso de controle das finanças pessoais pode ser um caminho a ser seguido.

As promoções são muito bem-vindas para profissionais que superam as expectativas fazendo um trabalho produtivo com bons resultados. É importante não confundir o termo ocupado com produtivo, pois existem muitos funcionários que permanecem ocupados sem serem produtivos. Isto se deve ao fato de que alguns trabalhadores não possuem habilidades e competências dos demais para desembaraçar com destreza as tarefas que lhe foram atribuídas.

As jornadas flexíveis também podem ser uma forma de premiar aqueles que produzem efeitos significativos para as corporações. A flexibilidade de horários é aplicada em um número considerável de empresas, pois estas se programam para funcionar desta forma.

Cabe lembrar que os benefícios devem ser concedidos de forma igualitária a todos os que produzirem resultados similares. Resumidamente, é inegável que gestores competentes são mais eficientes em manter equipes motivadas resultando na possibilidade de angariar maiores ganhos para as empresas.

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*André Prado é Mestre em Educação com Menção em Gestão pela Universidad Politécnica Salesiana Ecuador, pós-graduado em Engenharia da Qualidade e bacharel em Administração de Empresas. Desenvolve atividades na Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo, Faculdade Canção Nova e Centro Universitário Teresa D´Ávila. Para conhecer mais sobre gestão visite o site: www.andreprado.com.br

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