NEGOCIAÇÕES

Mercosul assina acordo comercial com União Europeia

Blocos avançam para criar maior zona de livre comércio do mundo

Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro

Após vinte e cinco anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul de União Europeia foi assinado. Para entrar em vigor, ainda precisar passar por aprovação do parlamento europeu e dos países membros dos dois blocos comerciais. O setor agropecuário brasileiro será o mais beneficiado pelo acordo.

A conclusão das negociações cria o maior bloco de livre comércio do planeta, com impacto direto sobre uma população de 720 milhões de habitantes. A assinatura formal do acordo aconteceu neste fim de semana no Paraguai. 

O presidente Lula decidiu não participar do encontro e foi representado pelo chanceler Mauro Vieira. O chefe do executivo paraguaio, Santiago Peña Palacios, destacou que o acordo demorou a sair, mas deve trazer avanços importantes para a América Latina.

Quando estiver concluído, o acordo de livre comércio vai eliminar as tarifas de mais de 90% dos produtos negociados entre os dois blocos. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, a CNI, mais de 5.000 produtos terão alíquota zerada assim que o Parlamento Europeu confirmar o acordo. Em 2024, as exportações brasileiras para a Europa ultrapassaram a marca de 48 bilhões de dólares. 

O setor agropecuário brasileiro deve ser o principal beneficiado com a abertura do mercado europeu. Já os europeus vão ampliar as exportações para o Brasil, com destaque para automóveis, máquinas, chocolates e azeites. 

Com a redução de tarifas, a expectativa é de queda no preço final para o consumidor. Para entrar em vigor, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos legislativos dos países membros.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que vai trabalhar para acelerar a votação no Congresso Nacional. “A aproximação do Mercosul e a União Europeia no momento em que existe essa crise no comércio internacional gerado pela posição dos Estados Unidos, é muito importante, sobretudo pelo tamanho e qualidade dos países envolvidos. O Mercosul ganha em função de tecnologia, indústria, você vai ter produtos mais baratos”, completou o economista, Cesar Bergo.

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