Acordos para avanços industriais tecnológicos e agrícolas de Brasil e Coreia do Sul
O presidente Lula segue em agenda internacional na Ásia. Nesta segunda, 23, o governo brasileiro fechou novos acordos comerciais com a Coreia do Sul.
Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro
A comitiva brasileira desembarcou na Coreia do Sul para realizar uma série de encontros com autoridades locais até amanhã. Em Seoul, o governo brasileiro assinou 10 memorandos de entendimento para acordos comerciais em diversas áreas, como tecnologia, agricultura, medicamentos, aviação e defesa.
Os dois países também retomaram as negociações para um acordo de livre comércio entre o país asiático e o Mercosul. “O intercâmbio atual não está à altura de duas economias do tamanho do Brasil e da Coreia. Por isso, celebramos um acordo de cooperação comercial e integração produtiva com foco no fortalecimento da cooperação industrial, tecnológica e agrícola”, constou o presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
A Coreia do Sul é o quarto maior parceiro comercial brasileiro na Ásia, tendo movimentado cerca de 11 bilhões de dólares no ano passado. “Temos minerais importantes que são a produção de tecnologia, tal como Niogra, que é produzido, é extraído aqui no Brasil como commodity, podendo levar esses produtos mais baratos para o país sulcoreano.
Além disso, o agronegócio é a segunda frente muito forte que faz com que nós tenhamos e proximidade com a Coreia do Sul”, afirmou o consultor-economista do Banco Mundial, João Gabriel Araújo.
Na semana passada, a comitiva brasileira participou da cúpula sobre inteligência artificial e assinou o acordo sobre a comercialização de matéria-prima para a indústria de tecnologia. Brasil e Índia também firmaram uma aliança para a produção de medicamentos que serão usados no tratamento do câncer de mama, pele e leucemias. “Nada melhor para o presidente Lula do que uma missão internacional. é de fato um ambiente onde ele se sente muita vontade, onde consegue auferir ganhos de imagem tanto para o seu governo, principalmente para sua pessoa. E nas viagens, tanto a Índia como na Coreia, não tem sido diferente”, completou o cientista político, Alexandre Bandeira.




