Mostra reúne peças marcantes que contam a história das Copas do Mundo
Aos poucos, o clima da Copa do Mundo vai abraçando o Brasil. Em São Paulo, uma exposição com uniformes usados pelos jogadores conta a história da Seleção Canarinho, nos Mundiais.
Reportagem de Sidinei Fernandes e Antonio Matos
Produção de Flavio Rogério
É no histórico estádio do Pacaembu que os brasileiros mergulham no templo da memória do esporte que move o país. Com a proximidade da Copa, o Museu do Futebol apresenta uma amostra sobre manto sagrado, temido e desejado no mundo inteiro.
“Eu gosto muito do escudo. Igual do Corinthians. Sou corintiano no Pacaembu”, falou o instalador automotivo, Kévin Alves.
A exposição reúne 18 camisas originais usadas pelo Brasil em Copas do Mundo de 1958 a 2022. Mais do que um uniforme, as peças carregam o suor, a glória e contam a história de uma paixão que faz parte da identidade nacional.
“O Brasil perdeu as primeiras quatro Copas do Mundo de 30, 34, 38, 50 usando uniforme branco com detalhes azuis. E depois da derrota no Maracanã em 50. Uruguai de virada, precisando só do empate, a camisa branca começou a ser questionada”, comentou o curador da exposição “AMARELINHA”, Marcelo Duarte.
A mudança pro amarelo ocorreu a partir de um concurso em 1953. O modelo vencedor foi o de Aldyr Schlee. O Brasil estreou o novo uniforme na Copa de 54, mas só ganhou o mundial em 58. “E o regulamento dizia que tinha que ter as quatro cores da bandeira brasileira no uniforme. Então ele faz uma camisa amarela com golas e punhos verdes, o calção azul com friso branco e o meião branco com listra verde e amarelo. E essa exposição amarelinha agora conta essa história”, relembrou ele.
Entre as relíquias, a camisa do Rei Pelé na Copa de 1970, quando o Brasil encantou o mundo, vencendo a Itália e se sagrou tricampeão mundial. Camisas usadas por jogadores memoráveis, como Sócrates, Rivelino, Ronaldo Fenômeno, assim como as mais recentes, De Vini Júnior e Neymar, levam o visitante a uma viagem pela história do Brasil em mundiais.
“Nos últimos 70 anos, comecei a acompanhar mais de perto as copas em 94 e sempre foi uma experiência muito boa com a família, com os amigos. Então a gente tá tentando resgatar isso nas crianças agora”, disse o advogado André Nogueira.
“Um ano de copa. Eu acho que para eles entenderem e mostrar, é o futebol mesmo”, contou a servidora pública, Kátia Figueiredo.
E qual dessas camisas você mais gostou? “Neymar”, opinou Davi de 8 anos. Na amostra, dá para ver a evolução do tecido usado na confecção. “Eu estou achando muito divertido, porque a gente pode ver desde o material que as camisetas são feitas, desde a história da construção delas, até a fonte de letras e muita coisa desse tipo”, partilhou o estudante, Vicente Duran.
E dá para tocar a camisa que o Brasil vai jogar este ano. Uma jornada do primeiro título ao penta que renova a esperança de um país pelo hexa. Você acha que a gente coloca mais uma estrela ali ou não? “Acho que sim, que com a seleção brasileira tudo é possível, ainda mais com a seleção que ganhou mais títulos na história das Copas do Mundo”, concluiu o estudante, Benicio Nogueira.



