Especialista dá dicas de como evitar problemas respiratórios em meio a condições de clima crítico
O calor e o tempo seco continuam em várias regiões do país neste mês de agosto. Além dos cuidados com a saúde, a baixa umidade também aumenta o risco de queimadas.
Reportagem de Vanessa Anicio e Daniel Camargo
O frio deu lugar ao calor e ao tempo seco em várias regiões do país. Em Belo Horizonte, os primeiros dias de agosto já registraram temperaturas entre as mais altas da série histórica do Instituto Nacional de Meteorologia. E a previsão é de mais dias de calor e baixa umidade.
“O que faz essa combinação entre os sistemas meteorológicos que vão atuando aqui sobre essa região junto com os efeitos do El Nino. Porque na atmosfera a gente não consegue separar o que que é uma coisa e outra. Junto com as mudanças climáticas. Então, a gente tem vários motivos que se somam e provocam essas, digamos assim, anomalias climáticas mais intensas”, analisou o meteorologista do INMET, Lizandro Gemiacki.
A pouca quantidade de chuva e a vegetação ressecada formam uma combinação propícia para aumentar o risco de incêndios. Em Minas Gerais, o período de abril até setembro costuma reunir condições que favorecem o aumento no número de queimadas no estado.
Por esse motivo, o Corpo de Bombeiros precisa intensificar o combate e a prevenção às chamas. “Uma delas é a sala de coordenação, que tem contato com imagens de satélite, imagens que mostram ali focos de calor e são comprovadas com equipes em campos. Além disso, tem também a instalação de bases operacionais dentro das unidades de conservação”, confirmou o porta- voz da CBMMG, tenente Henrique Barcellos.
Um trabalho que precisa da ajuda da população para ser ainda mais eficaz. “Já são de maneira acumulada mais de 5.000 incêndios em vegetação em todo o estado, 2000 deles na região metropolitana. Então a gente orienta que não acender fogueira, não deixar uma brasa para trás, nenhum risco nesse sentido é muito importante”, retomou o tenente.
Isso porque a fumaça produzida por queimadas, somada ao ar seco traz outro problema, a irritação das vias respiratórias. “É importante não só procurar um médico, mas em casa lavar o nariz, tomar muita água. Se não for possível lavar o nariz, colocar aqueles sprays de soro e lembrar de umidificar o ambiente”, aconselhou a pneumologista, Michelle Andreata.
Orientações que Cristiane segue à risca. Ela sofre com a sinusite e esses cuidados passaram a fazer parte da sua rotina. “Eu ando com a ecobag praticamente. Umidificador de ar, spray nasal. O segredo está na prevenção”, concluiu a missionária da Canção Nova, Cristiane Almeida dos Santos.




